Abel aponta falta de critério da arbitragem e fala de relação com jornalistas: ‘Quer respeito, tem de respeitar’

Treinador ironizou cartão amarelo para Gustavo Gómez e comentou suposta perseguição por parte dos árbitros

Após a vitória do Palmeiras sobre o Coritiba no Allianz Parque na noite deste domingo (4), Abel Ferreira fez longo discurso a respeito de sua relação com a arbitragem e com o jornalismo brasileiro. O treinador teve problemas com ambos e envolveu-se em confusão na partida contra o Atlético-MG, pela 8ª rodada do Brasileirão.

De acordo com o português, parte dos jornalistas não tem interesse na valorização do futebol brasileiro pelo enfoque na parte negativa do esporte. A exemplo disso, ele citou a falta de repercussão da venda de seu livro “Cabeça Fria, Coração Quente”, que teve o lucro destinado a instituições e projetos sociais.

– Vocês querem valorizar o futebol brasileiro? Não querem, porque se quisessem, falavam das coisas positivas e só falam das coisas negativas. Vocês tem a responsabilidade de valorizar o que é preciso melhorar. No meu livro, tem um capítulo que fala só sobre isso, o que é bom no futebol brasileiro. Por falar no meu livro, queria dizer-vos que passou de 100 mil exemplares vendidos e mais de R$ 5 milhões doados para instituições. Para vocês falarem um bocadinho, se é que tenho coisas boas… – ironizou.

Além disso, o técnico do Verdão recordou ameaça sofrida por ele por parte de jornalista gaúcho e ressaltou a falta de atenção ao caso pelos colegas de profissão.

– Isso que é falar de futebol, é isso que eu sei. O que se passa a volta, o circulo a volta, eu não sei. Nem quero fazer parte desse circulo. É um circulo que eu entendo que dá clicks, dá views… Falar mal das pessoas então é que dá. Basta ver o jornalista de Porto Alegre que me ameaçou publicamente. Eu não vi nenhum pedido de desculpa do Sindicato dos Jornalistas. Eu não ameacei ninguém. Quem quer respeito, tem que respeitar.

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Abel Ferreira comenta suposta perseguição da arbitragem brasileira

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Em relação à arbitragem, ele foi questionado a respeito de uma suposta perseguição. Na última semana, o jornalista André Hernan revelou ter ouvido de árbitro (não identificado) que é comum o treinador do Palmeiras ser amarelado para contê-lo antes mesmo de alguma infração à beira do gramado.

– Quando vi o Barbieri falar na primeira rodada, preocupou-me, pensei que era mentira. O que esse jornalista conceituado disse (André Hernan) ele é responsável. Mas mais do que isso, é algo que saiu dos árbitros, os árbitros que mais me amarelam. Você hoje viu este árbitro vir educadamente dizer que veio apenas para falar, sem cartão na mão – apontou o português.

Por fim, Abel comentou especificamente sobre a atuação do assoprador de apito em Palmeiras e Coritiba. Ele reclamou da falta de critério no cartão para Gómez após reclamação em sequência a falta cometida por Luan.

– Pelo visto, não se pode conversar com o árbitro. Esse que é o problema: os critérios serem diferentes parar uns e para outros. Depois do amarelo, ele ficou mais alterado, porque sabia que iria ficar de fora do próximo jogo. Mas os árbitros tem que entender que uma das funções do capitão é poder falar com o árbitro. E neste jogo, levou amarelo por isso – explicou.

Com o cartão amarelo nesta partida, o zagueiro paraguaio está suspenso do clássico contra o São Paulo na próxima rodada do Brasileirão. Antes disso, Abel Ferreira comanda o Palmeiras contra o Barcelona-EQU nesta quarta-feira (7) às 21h30 (de Brasília) no Allianz Parque, pela Libertadores.