Placar normal sem César Maluco: Internacional 1 x 1 Palmeiras, Robertão-67

 

Nunca foi fácil jogar em Porto Alegre. E foi ainda mais no primeiro Robertão. A nossa primeira derrota no torneio foi para o Grêmio. O empate contra o Inter pela 10ª rodada também no Olímpico tricolor (o Beira-Rio só seria inaugurado em 1969) não foi mau resultado. O ponto ganho no Sul manteve o Palmeiras líder do Grupo B, com 14 pontos (cinco a mais que o Santos), e líder geral do Robertão, dois à frente do Corinthians (líder do A).

 

César saiu lesionado no fim do jogo contra o Santos, quando marcou os gols da vitória por 2 a 1. Aymoré apostou no retorno de Servílio à equipe, mas agora como centroavante. Foi a única mudança da equipe, que manteve Dudu e Ademir no meio, e Baldocchi na zaga, enquanto parecia cada vez mais difícil a renovação com Djalma Dias (que acabaria deixando o clube em 1968).

 

O primeiro tempo foi colorado. Aos 10, apesar de grande defesa de Valdir na primeira finalização de Didi, no rebote Dorinho meteu na cabeça do centroavante. 1 a 0 Inter.

 

Na saída de bola, Rinaldo foi derrubado por Scala. Pênalti que ele próprio bateu e furou a rede. Muita gente não sabia o que havia acontecido, aos 12. 1 a 1.

 

O Inter seguiu mandando no jogo, atacando com velocidade. Ademir tentou tirar o ritmo do dono da casa, mas nem ele conseguiu. Aos 17, Didi fez 2 a 1, cabeceando escanteio de Carlitos.

 

Mas uma vez mais o excelente Rinaldo teve a felicidade de empatar o jogo logo depois, aos 21. Ele arriscou de fora da área e o bom goleiro Gainete aceitou. 2 a 2. Era uma das tantas qualidades do ponta que também sabia jogar no meio. O pernambucano (na foto de A GAZETA ESPORTIVA, retirada do imperdível blog TARDES DO PACAEMBU) não tinha receio em finalizar.

O craque Servílio sentiu a falta de ritmo e diferente posicionamento. Não deu a velocidade natural à equipe quando jogava César. Ele era mais um baita ponta-de-lança que compunha o meio em um 4-3-3 que um centroavante como César Maluco. Todo o Palmeiras sentiu a ausência do goleador.

 

O jogo ficou mais equilibrado. Mas com menos sucesso nas finalizações. Aos 11 do segundo tempo, Aymoré resolveu atacar mais. Trocou Gallardo por Gildo na ponta-direita, e avançou Ademir para criar com Jair Bala. Servílio recuou para trabalhar com Dudu. Era muito mais um 4-2-4 do que um 4-3-3. O Palmeiras melhorou e chegou mais perto de virar o placar.

 

Valdir, Rinaldo, Ademir da Guia e Baldocchi foram os melhores do time no empate que pareceu justo entre as melhores equipes da década seguinte.