‘Sou o mais longevo, porque ganho’, responde Abel Ferreira sobre continuidade no Palmeiras

Questionado sobre ausência na premiação de melhor treinador do Paulistão, o português disse não se sentir perseguido

Após mais uma vitória no comando do Palmeiras, dessa vez pela estreia na Copa do Brasil contra o Tombense-MG, Abel Ferreira falou a respeito de sua continuidade no clube quase dois anos e meio depois de sua chegada. Hoje, o português é o treinador mais longevo do Brasil.

Segundo Abel, a explicação para a permanência no Alviverde é clara: ele vence. Desde o início do trabalho no Brasil, o técnico soma oito títulos e mais de cem vitórias.

– O Guardiola há uns dias falou: “Estou aqui, porque ganho”. Por mais que queiramos falar do processo, de muitas teorias, o futebol no final é resultado. Eu gosto de treinar e jogar por resultados. É isso que me pedem e é isso que eu quero. Jogo para ganhar. Sou o mais longevo, porque ganho. Ninguém aguenta treinadores no Brasil que não apresentem resultados. Não sei qual é o tamanho do meu crédito, mas sinto necessidade todos os dias de provar o lugar que ocupo – afirmou.

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Bicampeão consecutivo do Paulistão, Abel foi superado na premiação da Federação Paulista de Futebol (FPF) de melhor treinador em ambas as conquistas. Nos dois casos, ele perdeu o prêmio para o vice-colocado. Apesar disso, o português diz não se incomodar e, muito menos, se sentir perseguido.

– Não, não (me sinto perseguido)! Eu quero é, quando chegar em casa, ter minhas filhas e minha mulher para me abraçar e fazer os torcedores ficarem, acima de tudo, muito felizes, porque nos cumprimos nosso objetivo. Quando me perguntam dos títulos e das medalhas, eu não lembro disso, lembro das relações humanas que criamos aqui – afirmou o comandante alviverde.

Durante a coletiva, o treinador também foi questionado a respeito do momento em que Weverton atravessou o campo para comemorar gol de Rafael Navarro, o quarto da vitória palmeirense. Criticado por parte da torcida do Palmeiras, o atacante foi defendido por Abel, que valorizou a união do elenco.

– Sou um bocadinho de tudo. Sou treinador, sou gestor, sou amigo, sou pai… Ainda bem que falou nesse gesto do Weverton. Eu sei quanto o Navarro se dedica. Desde que entramos naquele CT, não fazemos outra coisa que não nos prepararmos para dar o melhor de nós. Vocês não tem que saber de tudo. Olham para os jogadores e acham que eles são máquinas. Não desisto de nenhum – garantiu.

Com alguns desfalques no plantel, o treinador maneja o elenco para a estreia no Brasileirão neste sábado (15) às 16h (de Brasília) no Allianz Parque contra o Cuiabá.

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