Por muito tempo, ouvi uma frase que sempre me gerou uma boa reflexão e que pode ser aplicada no contexto Palmeiras atualmente: “Se a turma toda, ou quase a maioria dela, vai mal em uma prova, a culpa geralmente é do professor que tem dificuldades em aplicar o conteúdo”.
Resolvi transportar para o cenário futebol e para os últimos dias, meses ou até mesmo anos do Verdão. O time comandado por Abel Ferreira, em cerca de 18 meses, teve apenas 60 dias de um futebol que contagiasse o torcedor.
O treinador português, após uma eliminação para o maior rival, jogando dentro de casa, encontrou uma solução com a dupla Flaco-Roque. Foi momentâneo e com prazo de validade muito curto. Antes mesmo da temporada acabar, a equipe já não funcionava mais.
Há algum tempo, o Palmeiras vive de lampejos individuais e de pouca inspiração coletiva. É comum ouvirmos que jogador A, B, C…. e Z não vive boa fase, que merece um banco de reservas, que está mal tecnicamente.
Entendo que alguns atletas, de fato, não vivem a melhor fase que já viveram no clube e precisa haver uma cobrança. Mas seria muita coincidência, quase todo o grupo não estar performando ao mesmo tempo e serem os únicos culpados
Vou voltar alguns anos. Outubro de 2020. A principal torcida organizada cobra o desempenho do time comandado por Vanderlei Luxemburgo e tinham uma “lista de dispensa” de jogadores que não performavam naquele momento.
Nomes como Gustavo Scarpa, Felipe Melo, Marcos Rocha, Rony, Luan, Raphael Veiga, Mayke, Jailson e Zé Rafael eram entoados e o desejo pela por essas saídas era quase unanimidade.
Lembram da comparação com escola? Quando todo, ou a grande maioria vai mal? Pois bem, o treinador foi trocado, Abel Ferreira chegou e muitos desses foram fundamentais para a era vitoriosa do clube.
Voltando para 2026.
Se fosse uma escola, quase a turma toda do Palmeiras estaria de recuperação e o professor Abel precisaria dar explicações.