
A chegada de Marcos ao Palmeiras, no início dos anos 1990, impressionou quem estava no clube como o goleiro Marcelo Moreira e o preparador Carlos Pracidelli. Vindo do interior para um período de testes, o garoto de Oriente, no interior de São Paulo, não chamou atenção somente pelo porte físico, mas também por outra característica.
Chitão e Xororó
– A primeira impressão? O cara grande, né? Alto e com aquele cabelinho comprido de Chitãozinho e Xororó. Quando ele começou a treinar, realmente assim, a técnica dele não era muito boa, mas o tamanho impressionava. E ele foi aprovado – relembra Marcelo Moreira, goleiro que tem 14 partidas pelo Palmeiras entre 1996 e 1999.

(Foto: Nelson Coelho)
Aprovação do mentor
Durante a carreira de Marcos, foi o preparador Carlos Pracidelli quem esteve por mais tempo ao lado dele no clube e na Seleção Brasileira. Além da parceria por décadas, a aprovação para seguir no Palmeiras após o teste teve o aval do então responsável pelo gol na base.
– Minha relação com o Marcos praticamente começa em 1992, quando ele veio fazer uma avaliação. Na época, eu era o treinador de goleiros do Departamento Amador do Palmeiras, e toda a avaliação tinha que passar por mim. Lembro que foi em junho de 1992 quando o Marcos veio na Academia para fazer a avaliação. Passou uns dias comigo e acabou sendo aprovado. Depois teve toda a sequência – recorda Carlos Pracidelli, ao NOSSO PALESTRA.
“Rerepresenta um jogo que pode mudar a tua vida tanto para melhor quanto para pior. Você sabe, a gente ganha, é festa, é comemoração. A gente sabe que o torcedor sai do estádio mais feliz, muito mais ainda do que um jogo comum. E se perde também tem as críticas, tem a cobrança maior ainda. Então para mim, Palmeiras e Corinthians sempre existiu aquela ansiedade de um jogo atípico”
Campeão na base
Marcelo e Marcos formaram a dupla de goleiros do Palmeiras na base e em 1992 conquistaram um importante para o clube nos Juniores.
– O Marcos se firmou no Juniores e nós fomos campeões juntos em 1992, depois de, sei lá, acho que mais de dez anos que o Palmeiras não tinha um título paulista da base de Juniores. O Marcão era o titular e eu o reserva. Ele já estava se firmando ali. Então, eu tive esse momento com ele – comenta Marcelo.

Torcida à distância e reconhecimento
Marcelo Moreira, aos 52 anos, mora nos Estados Unidos há 13 anos. A cidade chama-se Rochester a cidade e fica próxima do Canadá. De carro, a distância para Nova York é de cinco horas e meia de carro.
No ano passado, o ex-goleiro acompanhou duas partidas do Palmeiras no Mundial de Clubes, diante do Inter Miami, na fase de grupos, e Chelsea, nas quartas de final. Em uma dessas partidas, Marcelo foi reconhecido por um torcedor. Treinador de goleiros, Marcelo trabalha em universidades e tem um programa de verão voltado para a posição.
Santo 2
- 18/8 (terça): Cartão de visitas e Seleção Brasileira
