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Santo Dérbi: Sobe a placa no clássico. Sai Oséas e entra Marcos

Capítulo 3: Goleiro estreia no Dérbi após confusão e expulsão de Velloso. Chegou a hora!

Marcos - primeiro Dérbi
Marcos durante o primeiro Dérbi, em 1997 (Foto: Reprodução)

Após retornar ao banco de reservas no final de 1996, Marcos teve poucas oportunidades na temporada seguinte. Foram apenas 11 partidas, mas uma delas marcou a estreia no Dérbi. Aconteceu no dia 28 de setembro, pelo Campeonato Brasileiro de 1997.

Estreia inusitada

A primeira vez veio no jogo de número 27 dele com a camisa do Palmeiras. A estreia aconteceu no segundo tempo e Marcos veio do banco de reservas, no segundo tempo. Depois de uma discussão entre Velloso e Donizete, aos seis minutos, o árbitro Ubiraci Damásio de Oliveira, do Rio de Janeiro, expulsou os dois atletas. Aos 9 minutos, Oséas, que já havia marcado na etapa inicial, deu lugar para o personagem que anos mais tarde entrou para história do Dérbi.

– Quando um goleiro é expulso, geralmente, sempre saca um dos atacantes, né? E eu fui escolhido naquele momento. Na estreia do Marcos, de ter feito tudo, não precisa nem falar, tudo o que ele representou pelo Palmeiras, né? E você sair, e o Marcão entrado em um Dérbi desse, com certeza, mostrou um grande serviço, uma personalidade muito grande. Palmeiras e Corinthians, tem toda uma questão. Ele era o reserva e o Palmeiras tinha o Velloso, que era o goleiro principal – explica Oseas, em entrevista ao NOSSO PALESTRA.

“Rapaz, é uma rivalidade imensa, né? Ainda mais assim, quando eu tinha um jogo desse era praticamente a semana toda falando desse jogo e a gente se preocupava muito. Não vou mentir, treinava muito, se preocupava muito porque é o seu rival, né? E você ganhando o seu rival, com certeza, as coisas sempre fluem melhor”

Oséas, sobre o que representa o Dérbi

Do outro lado

Expulso pelo lado do Corinthians, Donizete também faz parte da história do primeiro Dérbi do goleiro Marcos. Para o ex-atacante, o fato de ser um jogo diferente contribuiu para o desentendimento entre ele e Velloso.

– A vontade é muito grande, então a gente acaba perdendo um pouco a cabeça, mas assim, foi uma expulsão que a gente estava ali naquela adrenalina e aconteceu, mas ninguém quer ser expulso, na verdade, né? – recordou o atacante ao NP. Três anos depois vestiu verde.

Frustração e destino

Um minuto após entrar em campo, Marcos sofreu um gol de cabeça do atacante Mirandinha. Foi o segundo dele naquela tarde de domingo no Morumbi. Curiosamente, a finalização aconteceu no mesmo gol e lado que quase três anos mais tarde o goleiro, com a camisa 1 ao invés da 12, se consagraria ao defender o pênalti cobrado por Marcelinho, na Libertadores.

Olha, o Marcos, para mim, é uma referência muito grande no futebol mundial, no futebol brasileiro e no Palmeiras mais ainda. O Marcos é um cara maravilhoso, um líder, um cara muito profissional, um cara amigo, parceiro. A gente só tem que falar bem do Marcos, cara, ele é um profissional que não tem tamanho, eu acho que o Palmeiras tem que valorizar muito esse atleta, tem que colocar aí o atleta do século no Palmeiras, por tudo que ele fez pelo Verdão, né? Sem dúvida, para mim, foi um cara que merece muito carinho e muito respeito

Donizete, sobre o período em que conviveu com Marcos no Palmeiras, em 2001

Santo 4

  • 20/8 (quinta): Chance como titular e santidade

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