
O ano de 2026 tem sido desafiador para Vitor Roque quando o assunto é condição física. O atacante do Palmeiras conviveu com diferentes problemas nos tornozelos ao longo da temporada, precisou atuar no sacrifício em decisões do Campeonato Paulista, ficou afastado por aproximadamente 40 dias, passou por cirurgia e, em outubro, sofreu uma nova entorse. Desta vez, porém, a lesão aconteceu no tornozelo direito, diferentemente dos problemas que o afastaram dos gramados no primeiro semestre.
A sequência de episódios ajuda a dimensionar as dificuldades enfrentadas pelo camisa 9 alviverde em uma temporada na qual o clube disputa as principais competições do calendário. A nova ocorrência, registrada na vitória por 4 a 1 sobre o Corinthians, tirou o jogador da delegação que viajou ao Rio de Janeiro para a semifinal da CONMEBOL Libertadores contra o Fluminense, nesta quarta-feira (14).
Janeiro: primeira entorse e controle de carga
O primeiro episódio aconteceu ainda no início da temporada. Em 11 de janeiro, após a estreia do Palmeiras no Campeonato Paulista, o técnico Abel Ferreira informou que Vitor Roque havia apresentado uma entorse no tornozelo.
O problema ocorreu durante um jogo-treino contra o Desportivo Brasil, disputado na semana anterior. A lesão foi considerada leve, mas levou o departamento médico a controlar a carga de treinamento do atacante, que realizou atividades na parte interna da Academia de Futebol.
Naquele momento, o problema já exigia atenção da comissão técnica, embora não tivesse a mesma gravidade dos episódios que ocorreriam nos meses seguintes. O atacante precisou ser acompanhado pelo Núcleo de Saúde e Performance antes de retomar sua rotina normal de trabalho.
Março: trauma no tornozelo esquerdo e atuação no sacrifício
O cenário ficou mais complicado em 1º de março, durante a semifinal do Campeonato Paulista contra o São Paulo. Na ocasião, Vitor Roque sofreu um trauma no tornozelo esquerdo após uma entrada do zagueiro Sabino, que atingiu a região com as travas da chuteira.
O atacante conseguiu participar da jogada que terminou com a assistência para o gol de Maurício, mas o lance deixou consequências físicas. O problema foi mais sério do que o esperado e passou a interferir diretamente em sua preparação para as finais do estadual.
Por causa das dores, o camisa 9 começou a primeira partida da decisão contra o Novorizontino no banco de reservas. Ele entrou no decorrer do confronto e disputou apenas cerca de 20 minutos. No jogo de volta, entretanto, foi titular e permaneceu em campo por 84 minutos, mesmo sem estar totalmente recuperado.
Vitor Roque marcou um dos gols da vitória por 2 a 1, resultado que garantiu o título paulista ao Palmeiras. A participação decisiva, porém, aconteceu em meio a limitações físicas e acabou prolongando as preocupações em torno de sua recuperação.
Abril: retorno, nova pancada e necessidade de cirurgia
Mesmo depois das finais do Paulistão, Vitor Roque continuou sentindo o tornozelo esquerdo. O clube adotou cautela para evitar que o atacante voltasse a jogar sem estar em condições físicas ideais.
Após ficar aproximadamente 40 dias afastado por causa das dores, o jogador retornou gradualmente. No entanto, em seu primeiro compromisso como titular após a volta, contra a Jacuipense, pela Copa do Brasil, sofreu uma nova entrada na mesma região e precisou ser substituído.
O episódio aumentou a preocupação do departamento médico. A sequência de dores, o trauma sofrido contra o São Paulo e a nova pancada durante o retorno indicavam que o problema persistia, apesar do período de recuperação.
Diante desse cenário, o Palmeiras optou por uma intervenção cirúrgica para tratar a lesão de maneira definitiva, em vez de prolongar o tratamento conservador.
Maio: cirurgia no tornozelo esquerdo
Em 1º de maio, Vitor Roque passou por uma cirurgia no tornozelo esquerdo. O procedimento foi considerado bem-sucedido.
A previsão divulgada na ocasião era de que o atacante voltasse a disputar partidas somente depois da Copa do Mundo. A recuperação seria realizada na Academia de Futebol, sob acompanhamento dos profissionais do clube.
A cirurgia representou o momento mais delicado de sua trajetória física naquele primeiro semestre. Depois de tentar superar o problema para participar das finais do Campeonato Paulista e de voltar a sentir dores durante a retomada, o jogador precisou interromper a sequência de partidas para se dedicar integralmente à reabilitação.
O afastamento também impactou o planejamento de Abel Ferreira, que precisou encontrar alternativas para o setor ofensivo enquanto o camisa 9 se recuperava.
Outubro: nova entorse, agora no tornozelo direito
Depois de superar o período de recuperação e voltar a atuar, Vitor Roque volta a ser desfalque em outubro. Desta vez, o problema aconteceu no tornozelo direito, durante a vitória do Palmeiras por 4 a 1 sobre o Corinthians, no domingo, 11 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro.
O atacante sofreu uma entorse durante o clássico e não conseguiu se recuperar a tempo de integrar a delegação alviverde para a partida de ida da semifinal da Libertadores, contra o Fluminense.
Tornozelos diferentes, problemas em momentos distintos
A principal distinção entre os episódios de 2026 está no lado atingido. No primeiro semestre, os problemas que ganharam maior repercussão envolveram o tornozelo esquerdo: o trauma sofrido na semifinal do Paulistão, as dores persistentes, a nova pancada contra a Jacuipense e a cirurgia realizada em maio.
Já a entorse registrada em outubro, durante o clássico contra o Corinthians, foi no tornozelo direito. Portanto, a nova ausência não deve ser tratada automaticamente como uma reincidência da lesão operada meses antes, pois os registros apontam regiões diferentes.
Também é importante distinguir os episódios: a entorse leve relatada em janeiro, o trauma de março, a pancada sofrida no retorno em abril e a cirurgia de maio fazem parte do histórico de problemas no lado esquerdo; a ocorrência de outubro corresponde a uma nova lesão no lado direito.
Desfalque em momento decisivo
A nova lesão chega em uma fase importante para o Palmeiras. O time enfrenta o Fluminense pela semifinal da Libertadores, com o jogo de ida marcado para 14 de outubro, no Maracanã, e a volta prevista para 21 de outubro, no Nubank Parque.
Sem Vitor Roque no primeiro confronto, Abel Ferreira precisa reorganizar as opções ofensivas para uma das partidas mais importantes do calendário alviverde. A situação do atacante será acompanhada pelo departamento médico, que avaliará sua evolução antes de definir os próximos passos.
