JG Falcade: ‘Time da virada, time do amor’

O palmeirense sabe suas batalhas. Se faltar Rony, a gente tenta empurrar no grito. Se faltar fôlego, a voz há de embalar a corrida na base do coração

O relógio acabou de trocar a noite pela madrugada. É dia 14 de julho. Quando olhei o Twitter, dei de cara com um vídeo do Palmeiras lembrando da música que tem marcado os dias difíceis que, juntos, fizemos gloriosos. Lembrei de noites e tardes mágicas, todas elas marcadas com pré horas de muita angústia e nervosismo. Foi quando senti pelo corpo e no coração uma confiança tão terna e palmeirense que entendi, mais uma vez, do que somos feitos. E a essência se chama luta.

Nós nunca fugimos de campo quando o resultado não era o que nos dava de presente a felicidade. Quando gritaram ‘mais um’ e agendavam uma festa, nós confiamos que era possível reverter um placar duríssimo. E enchemos as ruas, as praças, as calçadas, os bares, as arquibancadas e abraçamos o grande amor de nossas vidas para que fosse possível, juntos, superar mais aquele obstáculo. Nossa força está no coletivo, nosso craque é o grupo e nossa glória é a união.

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Somos fundados na dor e também no espírito de luta. Desde que somos chamados de Palmeiras, sabemos que não é simples, que não é de graça, que não há atalho, que não há conquista fácil. Sobreviver faz parte de nossa índole como clube e como torcida. Ainda que o espírito se perca num ou noutro caminho, nos grandes dias eles voltam naturalmente ao coração de cada um de nós. A gente sabe quando somos necessários e quando podemos esquecer os problemas por um bem comum.

O Palmeiras precisa de nós. O elenco precisa de nós. Os erráticos precisam, os ausentes precisam. O comandante precisa. O rival nos teme. O Brasil, também. E é essa a hora de dar a cara para a guerra, a voz pra batalha, o coração para a conquista. Cabeça quente, coração pelando. O plano frio e calculado é deles, que vão fazer por nós, mas a gente faz por eles do nosso jeito sanguíneo, emocionado, irritadiço, chorão e briguento. Eu duvido que você não deixe tudo o que tiver durante esses 90 minutos.

O palmeirense sabe suas batalhas. Se faltar Rony, a gente tenta empurrar no grito. Se faltar fôlego, a voz há de embalar a corrida na base do coração. Se os jovens sentirem a pressão, a gente acalma com incentivo. Se precisar brigar, brigaremos também. E quando Abel Ferreira pisar no solo sagrado, ele estará chacoalhando sob seus pés ao som daquele que deve ser, uma vez mais, o mantra dessa jornada:

O Palmeiras é o time da virada!
O Palmeiras é o time de amor!

Vamos juntos, Palmeiras. No gramado onde a luta o aguarda.
Nós estaremos, de coração.

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