Jogaram (mal) na SEP: reencontro de mata-mata

Jogaram (mal) na SEP: reencontro de mata-mata

Sabe o que tem sábado? O Palmeiras enfrentará o Novorizontino, para a surpresa de 0 pessoa, nas quartas de final do campeonato paulista 2019. Um momento mais que propício para a estreia do JogueinaSEP aqui no NP, sabe porque?

Seguindo nosso orgulhoso slogan “Relembrar é sofrer”, vamos aguçar vossas memórias com alguns personagens envolvidos nesse confronto:

O goleiro Vágner e o meia Pedro Carmona.

Vagner teve grande destaque em 2014, sendo campeão Paulista com o Ituano e eliminando o Palmeiras ainda guiado pelo Kleinismo. Merecidamente, seu nome era ventilado nas alamedas do Palestra, tendo em vista o sofrimento do Palmeiras com jogadores de sua posição e lamentando profundamente a lesão de Fernando Prass, além de estar sofrendo com peças como Bruno, Fábio e Deola. O ano de 2014 definitivamente durou uns quatro anos para o coração palmeirense.

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O goleiro só virou reforço verde e branco em 2016, vindo do rebaixado Avaí, uma demonstração de que a boa fase talvez fosse mais passageira que o Carlos Castro na SEP. Logo de cara lhe entregaram uma camiseta modelo “Aquaman” e com o nº 25 nas costas, posava para as fotos com um sorriso nunca visto nos torcedores enquanto ele estivesse em campo.

Nos treinos, até gol do meio de campo tomou. Na campanha do Enea 2016, participou de três jogos, tendo um incrível retrospecto de um empate e duas derrotas e fez-se presente em nossa única derrota em casa, contra o Atlético-MG, conseguindo a proeza de tomar um gol do Leandro Donizete.

Vagner foi um dos maiores personagens daquele título pois se não fosse sua insegurança e destreza em nos causar calafrios, talvez não teríamos a melhor história dessa campanha, personificada em Jaílson e sua estreia na Serie A aos 34 anos. O resto é história..

Nosso personagem saiu do Palmeiras ao fim daquele ano, rodando por clubes pelo Brasil. Ano passado, fez boa temporada pelo Londrina, tendo à sua frente na zaga o AINDA nosso zagueiro Leandro Almeida. Atualmente emprestado ao Paraná, Vagner possui contrato com o Palmeiras até o fim de 2019. Nem procurem as câmeras escondidas porque não é pegadinha!

Pedro Carmona é o outro craque que pode aprontar na lei que mais funciona no Brasil, a Lei do Ex! Chegou ao Palmeiras em setembro de 2011, vindo do Criciúma após um longo imbróglio judicial e grande expectativa de sua chegada, respaldado pelo Felipão.

Seus vídeos no Youtube nos deixavam ainda mais esperançosos. Meia clássico, daqueles que faziam a bola rolar, bom arremate de fora da área, daria um descanso pro sobrecarregado Valdívia e supriria nossas necessidades. Mas o jogo dentro das quatro linhas não é igual ao videogame, e Carmona sentiu a camisa. Passes errados e más decisões o fizeram perder espaço para o Patrick( barriga de cavalo) e posteriormente, Daniel Carvalho. Sério, ele conseguiu!

Amistoso contra o Ajax-HOL, recheado de atuais estrelas mundiais. Homenagem ao “São” Marcos. Pacaembu. Janeiro de 2012. Tudo propício a um novo começo de Carmona aqui na SEP. Substitui Valdívia. Jogo acabando. Gerley acha Luan, que faz bela jogada na ponta esquerda. Cruza. Bola no 2º pau. Tensão. Torcida prende o ar. Carmona com uma velocidade de Maikon Leite testa a bola para o fundo do gol de Cillessen, hoje goleiro do Barcelona-ESP.

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O Pacaembu vem abaixo. Carmona homenageia “São” Marcos e sua comemoração característica. Era o “Empolgou” atemporal versão 2012. Mas não passou disso. Carmona continuou amargando o banco do Palmeiras em 2012. Vou repetir. Carmona continuou amargando o banco do Palmeiras em 2012.

Sua saída era inevitável. Rodou o Brasil e levou sua dinâmica até pra Coreia do Sul, e agora sete anos depois irá rever o Palmeiras e Felipão. Mas sem comemorações ou homenagens, por favor!

Seja com Carmona ou Vagner, que as perebas mais queridas (e odiadas!) da SEP não sejam motivo para que nos façam tuitar que ela, a mais temida, a Lei do Ex, tenha funcionado.

  • Joguei na SEP

    Joguei na SEP

    Falamos um pouco dos bons, e muito dos ruins. RELEMBRAR É SOFRER! Gostamos tanto de ironias quanto do Ricardo Bueno.