Arquivos tag-SP-76 - Nosso Palestra https://nossopalestra.com.br/assunto/tag-sp-76/ Palmeirenses que escrevem, analisam, gravam, opinam e noticiam o Palmeiras. Paixão e honestidade. Tue, 30 Oct 2018 16:16:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.5.3 Quem vive de Palmeiras é quem tem memória https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/quem-vive-de-palmeiras-e-quem-tem-memoria/ https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/quem-vive-de-palmeiras-e-quem-tem-memoria/#respond Tue, 30 Oct 2018 16:16:01 +0000 https://nossopalestra.com.br/2018/10/30/quem-vive-de-palmeiras-e-quem-tem-memoria/

Haroldo é de Natal. Presente potiguar de belas praias e sol todo o ano. Ele é de 1932. Ano da revolução de São Paulo. Reviravolta mesmo foi quando ele se mudou para a capital paulista. Do sol 365 dias à terra da garoa e da fumaça. Foi em 1951. Ano das Cinco Coroas do Palmeiras […]

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Haroldo é de Natal. Presente potiguar de belas praias e sol todo o ano. Ele é de 1932. Ano da revolução de São Paulo. Reviravolta mesmo foi quando ele se mudou para a capital paulista. Do sol 365 dias à terra da garoa e da fumaça. Foi em 1951. Ano das Cinco Coroas do Palmeiras bicampeão da Cidade de São Paulo. Campeão paulista. Do Rio-São Paulo. Da Copa Rio. Quando o Palestra foi Brasil. O primeiro campeão intercontinental pelo país.

O irmão mais velho do Haroldo o levou ao Pacaembu em 1951. Ficou apaixonado pelo verde e vestiu a casaca. O fraque foi logo depois com Eunice. Prima de segundo grau do Lima que jogou em 1935 no Palestra. Tudo em família.

Nasceram duas palmeirenses. E o caçula, em 1969. O teste do pezinho foi quente. Nasceu campeão do Robertão. Com o nome do pai. Haroldo.

Em 1970 o pequeno Haroldo já torcia sem saber no Palestra. Cresceu com Leão, Luís Pereira e Leivinha. Dono da camisa 8 que sempre vestia nos jogos ao lado do pai. Ele sempre de 10. Divino da Guia.

Estavam juntos quando Ademir entrou em campo com o filho Namir pelas mãos. No jogo das faixas de 1976. 2 a 1 no Corinthians. Show e golaços de Jorge Mendonça. O herdeiro da 8 do pequeno Haroldo. Herança de pai de Natal. Presente de todos os natais dos Haroldos.

Perdeu a final para o Guarani no BR-78. Não sabia que ali se despedia do ídolo Leão. Ali começava Gilmar que era de Presidente Altino, Osasco. Onde eles foram vizinhos por 14 anos.

A alegria dos 5 a 1 de Telê em 1979. A penúria de 1980. Taça sim de Prata. Aparta o Darinta! Fila! XV? Braga? Ferroviária? Que trem é esse?

A estação só mudou em 1993. A Via Láctea da Parmalat fez os Haroldos viajarem por São Paulo. Foram em 30 jogos pelas estradas. O garoto sempre do lado direito para abraçar o pai com a mão esquerda sobre o ombro do Haroldo mais velho.

Dava sorte. Deu certo.

Lado a lado nas vacas magras do novo século até a alegria de 2004. Igual ao pênalti de Marcos de 2000. Tinha mais um palmeirense em campo. Henrique.

Assim foram os três no velho Palestra até 2010. Em 2011 perderam Eunice. Logo depois o seu Haroldo foi perdendo 1951, 1959, as Academias, a memória que só um palmeirense pode ter.

O Alzheimer fez do filho Haroldo o pai do Haroldo pai.

Assim mesmo eles iam ao Pacaembu. Esquecendo a vida. Mas a recuperando pelo Palmeiras.

O que a doença o tirava do ar, aquele mesmo verde que o acolhera em 1951 o escolhera para reavivar a família. Conta o filho:

  • Durante a semana, com a rotina, ele ficava com a cabeça baixa, e normalmente sonolento devido ao medicamento. Mas no sábado ou domingo que eu dizia que iria levá-lo ao jogo ele já mudava…

O velho Pacaembu reanimava Haroldo.

  • Na chegada ao estádio, pedia um sorvete e incrivelmente a memória ativava. A feição com sorriso e a cabeça sempre erguida.

No estádio, com o Palmeiras em campo, independente da fase brava, seu Haroldo conversava com todo mundo, dava risada de tudo, reclamava do juiz e, quando perguntado de algum jogo ou placar, respondia na hora.

O Palmeiras continuava em algum canto perdido do vovô Haroldo. Perdido, não. Ganho.

O time do coração fazia Haroldo mais Haroldo. Mais Palmeiras.

Quando o Verdão voltou para casa, em 2014, meses depois a doença o levou. Em 13 de julho de 2015. Uma semana antes ele celebrou os 4 a 0 no São Paulo, pela TV. Vibrou muito. E ainda pediu a permanência de Valdivia. Nem o chileno e nem o potiguar permaneceram.

Mas Haroldo ainda conseguiu conhecer a casa nova.

Ele voltou ao velho novíssimo lar. Com o neto foi torcer. Na foto estão mais de 60 anos de família unida pela cor e pelo credo. O filho Haroldo tirou a foto. Desta vez ele não estava do lado direito do pai. Mas havia o velho Haroldo imitando o gesto de sempre da mão no ombro esquerdo.

Não era o filho dando a mão ao pai. Era o avô dando ao neto o legado das gerações.

A memória do vovô Haroldo não era mais a mesma. Mas eu jamais vou esquecer quem eu não conheci.

Não é preciso ser Palmeiras para entender uma tradição de família. Basta ser torcedor para sacar que o código genético ainda não foi decifrado. Mas a genética futebolística não precisa de explicação.

É só ir a um estádio. Qualquer um. É só ensinar uma camisa, um hino, uma bandeira, alguns nomes.

O seu bastão foi passado. Basta.

Obrigado, vovô Haroldo, pelo Haroldo e pelo Henrique.

Ali é Palmeiras. Aqui é a memória.

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Divino, 76 – como Ademir foi no SP-76 https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/divino-76-como-ademir-foi-no-sp-76/ https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/divino-76-como-ademir-foi-no-sp-76/#respond Tue, 03 Apr 2018 18:05:03 +0000 https://nossopalestra.com.br/2018/04/03/divino-76-como-ademir-foi-no-sp-76/

Foi o melhor ano Dele. O do último título Dele. 1976. Quando Ele parou de flutuar, em setembro de 1977, o campeonato paulista fez a idade que Ele completou no ano passado. 75 anos. Quando Ele parou de jogar o que jogava desde 1961 pelo Palmeiras, não deu um mês e o maior rival voltou […]

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Foi o melhor ano Dele. O do último título Dele. 1976.

Quando Ele parou de flutuar, em setembro de 1977, o campeonato paulista fez a idade que Ele completou no ano passado. 75 anos. Quando Ele parou de jogar o que jogava desde 1961 pelo Palmeiras, não deu um mês e o maior rival voltou a ser o que não era desde 1954. Quando Ele jogou, pelo Bangu, Palmeiras e Brasil, o Corinthians onde o pai Dele brilhou não conquistou título algum. Como maldição, o Palmeiras Dele ficou 16 anos sem títulos. Até o dia em que Ele voltou ao Morumbi. Palco do último jogo Dele em 1977. Contra o mesmo Corinthians. Ele tinha ficado de setembro de 1977 a junho de 1993 sem voltar ao estádio. Quando voltou para pisar no gramado antes da decisão, Ele ajudou a inspirar o Palmeiras Dele. 4 a 0 no rival. Palmeiras de novo campeão.

Teria sido obra do Divino?

Talvez não. Mas é sagrado que o segredo de Pai Domingos para o Filho Ademir da família que nos da Guia nos conduziu com maestria e elegância em títulos desde 1963. Por duas vezes nos fez Academia. Por mais vezes que qualquer outro em 103 anos nos vestiu de verde e de orgulho.

Ademir é quem mais jogou pelo Palmeiras. Em qualquer sentido. Divino é quem mais nos inspira e ilumina em todos os sensos. Da Guia é escola e estirpe. Academia. Virou poesia de João Cabral. Sinônimo de genial. Redundância de celestial.

Ademir da Guia é respeito dos rivais, reverência dos nossos. É um que não nasceu verde. Cresceu no quintal do rival. E vai levando a mesma vidinha humilde de gênio ensinando que sabedoria é guia. Para ser o maior e melhor não precisa gritar e nem bater no peito. Basta dominar uma bola no peito e sair em passadas largas pelo campo. “Lento” para os celerados. Perfeito para os letrados.

Ademir da Guia, 76 anos. Tudo se discute no Palestra há 103 anos. Menos o que é Divino. (Na foto, Joelmir Beting, Ele, Waldemar Fiúme e Oberdan. Três dos nossos seis bustos).

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Sou italiano carcamano, Nossa Senhora Aparecida https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/sou-italiano-carcamano-nossa-senhora-aparecida/ https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/sou-italiano-carcamano-nossa-senhora-aparecida/#respond Thu, 14 Sep 2017 13:50:53 +0000 https://nossopalestra.com.br/2017/09/14/sou-italiano-carcamano-nossa-senhora-aparecida/

SOU ITALIANO CARCAMANO NOSSA SENHORA APARECIDA. RelacionadasAbel Ferreira se responsabiliza por má fase de Raphael Veiga no Palmeiras: ‘Me culpem’Felipe Anderson, sobre acerto com Palmeiras: ‘Foi certo comunicar minha escolha’Abel Ferreira festeja título do Paulistão e se declara para torcida do Palmeiras: ‘Dizem que sou um deles, sou mesmo’(Craque Renato Teixeira é Santos. Mas ele […]

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SOU ITALIANO CARCAMANO NOSSA SENHORA APARECIDA.

(Craque Renato Teixeira é Santos. Mas ele vai permitir contar essa história de família Palmeiras).

Leonel Mastandrea era filho de imigrantes quando nasceu em 1923. Em 1932 conheceu o primeiro amor. O Palestra Italia.

– Amor à primeira vista – explica a neta Roberta, 36 anos. Filha de Rosaria, e sobrinha de Mário e Roberto – Meu avô levava os filhos em todos os jogos. Passou o amor ao Palmeiras, as lutas e glórias para os três. Tempos vitoriosos, décadas de 1960 e 70.

No jogo das faixas de campeão paulista de 1976, o Corinthians perdeu por 2 a 1. Mas ganhou a arquibancada por 10 anos o grito de “porcooooooo” que calava fundo nos palmeirenses. O time estava vencendo por 10 a 1. Bastava um grito de “porcooooooooo” para emudecer o Palestra. Assim foi até 1986. Quando assumimos o bicho. Justo contra o Santos.

Tivesse o palmeirense aceitado antes o nosso inegável espírito de porco, o tio de Roberta não teria morrido aos 25 anos. 1979. Ele briga com um rival que nos chamava de porco. Um canivete no peito tira a vida de Mário.

O mais velho e mais irritado dos Mastandrea morreu por defender o Palmeiras. O amor da família ficou maior. Explica Roberta:

– Em 25 de março de 1980 nasci. Saí do hospital com o manto sagrado. Minha mãe e meu pai fizeram questão de morar com meus avós para dar apoio após a perda de um filho. Cresci também ouvindo grandes histórias, grandes batalhas, a Arrancada Heroica de 1942, o time representando a seleção do país em 1965. Tudo isso meu avô viveu e contou. Deixou de herança. Passei 13 anos da minha vida só vendo o nosso Palmeiras sendo campeão nos contos do meu avô, da minha mãe e do meu tio Roberto.

Mas tudo mudou em 1993. Muita alegria até 2000!

O avô morreu em 2001. Não viu a primeira queda. O pai de Roberta morreu em 2005. Não viu a segunda queda.

– A família foi diminuindo. Restaram minhas primas, minha mãe, minha irmã e meu tio Roberto. Em 2008 me casei, também com um palestrino (não tinha como não ser), tive dois filhos. Gabriela, hoje com 8 anos e Eduardo. Na véspera da final da Copa do Brasil de 2015 ele fez aniversário.

Na hora de soprar a vela, Eduardo, seis anos então, pediu o título do Palmeiras.

– Fomos em praticamente todos os jogos da Copa do Brasil no Allianz Parque. Faltou um. Palmeiras 2 x 1 Cruzeiro. Meu tio Roberto foi torcer lá do céu naquele mesmo dia ao lado do irmão e do pai. Ganhamos, mas perdi meu tio. A única felicidade num dia triste.

SE HÁ SORTE EU NÃO SEI, NUNCA VI

– Em 2014 ganhei um escapulário. De um lado é o símbolo do nosso time, e do outro, Nossa Senhora Aparecida. Sempre me acompanha nos jogos. Contra o Fluminense, quando fomos para a cobrança de pênaltis na semifinal da Copa do Brasil, me ajoelhei entre as cadeiras do Gol Norte e fiz uma promessa: se ganhássemos ali e depois fossemos campeões, eu iria até o Santuário, entraria de joelhos na basílica com a nossa bandeira e a deixaria lá na sala de milagres.

ME DISSERAM, PORÉM, QUE EU VIESSE AQUI

PRA PEDIR EM ROMARIA E PRECE

PAZ NOS DESAVENTOS

COMO EU NÃO SEI REZAR, SÓ QUERIA MOSTRAR

MEU OLHAR, MEU OLHAR, MEU OLHAR

Quarta-feira de dezembro de 2015. Final da Copa do Brasil. Marido e filhos com Roberta. Ela falou para as crianças:

– Vocês são privilegiados. Vão ver ao vivo e de bem perto nosso time levantar a taça e ser campeão.

Dudu. 1 a 0. Dudu. 2 a 0. Roberta se ajoelha e agradece a graça do tricampeão. Está orando enquanto Ricardo Oliveira leva o jogo para os pênaltis.

– Perdi o gol deles, mas não perdi a minha fé. Olhei novamente para minha santa e pensei: tá bom, vai ser difícil, mas tudo bem. Vamos ganhar. Eu acredito.

ILUMINA A MINA ESCURA E FUNDA

O TREM DA MINHA VIDA

Pênaltis. Zé Roberto! Fora! Rafael Marques… Prass! Jackson! Não importa. Cristaldo, nunca critiquei! Tanto faz.

PRASS! TRI!

– Ver a emoção dos meus filhos, do meu marido e daquela torcida toda, que sofre tanto, como dizia seu pai, não tem explicação. Para nós palmeirenses, é desnecessário. Olhei para o céu e agradeci à Nossa Senhora! Orei em memória daqueles que estavam fazendo a festa no céu! Fiquem felizes aí porque somos campeões e a festa aqui está linda demais!

COMO EU NÃO SEI REZAR, SÓ QUERIA MOSTRAR

MEU OLHAR, MEU OLHAR, MEU OLHAR

– E quando estávamos indo embora, nas escadarias da saída da arena, no meio daquele mar verde, daquela multidão, meu filho para e fala pra mim: “Espera mamãe, espera! Olha aqui o que eu achei pra você!”

Ele não sabia da minha promessa. Ninguém sabia.

A foto do post mostra a imagem da santa que ele achou caída pelo Allianz. Ela com o escapulário da mãe.

É DE SONHO E DE PÓ

– O pedido de aniversário do meu filho aconteceu. Nossa Senhora Aparecida… Muito obrigada! Eu sei que Ela estava lá conosco. A família Mastandrea agradece. E toda família palestrina também!

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O começo da fila: 22/8/1976 https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/comeco-fila-2281976/ https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/comeco-fila-2281976/#respond Tue, 22 Aug 2017 06:58:40 +0000 https://nossopalestra.com.br/2017/08/22/comeco-fila-2281976/

Os gols de Palmeiras 2 x 1 Corinthians, SP-76, na Band RelacionadasApós Paulistão, quarteto assume liderança de maiores campeões pelo PalmeirasVeja quando Dudu volta aos gramados pelo PalmeirasDudu treina integralmente pela primeira vez após lesão no PalmeirasNão era mais Academia. Mas ainda era o Palmeiras de Leão, Edu, Nei, Dudu no banco, e no campo […]

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Os gols de Palmeiras 2 x 1 Corinthians, SP-76, na Band

Não era mais Academia. Mas ainda era o Palmeiras de Leão, Edu, Nei, Dudu no banco, e no campo a divindade de Ademir da Guia, em uma de suas melhores fases. Time dos recém chegados Jorge Mendonça e Toninho fazendo gols, o recém revelado Pires fazendo a de Dudu na cabeça e no coração da área, o ótimo Rosemiro na reserva de Valdir, e a zaga eficiente com Samuel, Arouca e Ricardo completando o time campeão paulista de 1976. O da foto no jogo das faixas, no Morumbi, em 22 de agosto, contra o Corinthians, fechando a bela campanha no returno.

2 a 1 neles. 2 a 0 com 12 minutos. O segundo gol, um espetacular de Mendonça, depois de drible da vaca no goleiro Sérgio, entrando com bola e tudo na meta rival, sendo chutado pelo Ademir deles. Nada divino.

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O jogo das faixas de 1976. Quando Dudu não pôde jogar alguns minutos para encerrar a carreira porque no Palmeiras não registraram o contrato dele. O primeiro jogo em que os rivais levaram uma bandeira com um porco e gritando aquele “porcoooooo” que tanto nos irritou por 10 anos.

Na prática, foi o primeiro jogo da fila sem títulos. A ser quebrada 16 anos no mesmo campo. Contra o rival de sempre.

Paulista de 1976 que ganhamos antecipado no jogo anterior, vencendo o bom XV de Piracicaba (que acabaria vice) em 18 de agosto. Palestra lotado como nunca antes e nem depois. Mais de 40 mil oficiais. Um monte a mais de fato entre amadores do “Verdão campeão, ano sim, ano não”, como se sabia então.

O gol de Jorge Mendonça, na Jovem Pan, com imagens da Band

Em 1977 foi tão “não” que o maior rival acabou com 22 anos de jejum – 25 dias depois da ascensão de Ademir da Guia a outros campos. Em 1978 foi “não” mas foi vice brasileiro. Em 1979 tinha de ser ao menos campeão paulista pelo bolão que jogou, e por terem jogado as finais pra depois de 1980. O ano mais “não” até então. Só 16º no Paulista. Taça de Prata-81. Não! 1982 de novo alijado da primeira divisão! Nããão! 1983 foi Palmeiras como Palmeiras. Mas acabou como aquele Palmeiras dos 80: nãããããão…

1984 parou no doping. 1985 no XV de Jaú. Vai tomar…!

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Na Inter de Limeira em 1986. Tomar no meio das pernas em 1987. 1988 o Palmeiras fez gol pro rival se classificar. 1989 fez tudo certo até morder cachorro em Bragança. 1990 quebrou troféu depois da Ferroviária. Em 1991 perdeu pro regulamento burro do Paulista. Em 1992 começou a época das vacas gordas da Parmalat.

Em 1993, a Via Láctea estrelou o Dia dos Namorados.

Pelo 12 de junho valeu 16 anos de espera. Mas naquela noite de 18 de agosto há 41 anos, depois do gol de Jorge Mendonça, não havia naquele Palestra cheio, ou em qualquer parte do país que foi nosso mais do que qualquer um no século XX, quem pudesse imaginar a longa noite sem Palmeiras.

Quando acabou o jogo contra o XV, visto pela TV por causa do trabalho do meu pai, ele abriu um vinho, fomos dormir cedo, é só. Tinha aula no dia seguinte. Rotina tão sabida como Palmeiras campeão. Celebrei na escola. Zoei amigos. Fui com a camisa por baixo do uniforme. Mas era sempre assim. Não “precisava” celebrar tanto. Em 1978, “ano sim”, teria mais…

É…

Mas quer saber? Eu esperaria 16 anos de novo por 12 de junho. E sei que muitos pensam, ou melhor, sentem assim. E sei que muitos, do lado alvinegro da força, não admitem, mas “sim”.

Por isso que campeonato sim, torneio sim, tome vinho sem moderação, tome fôlego e toda a alegria para celebrar não só conquistas. A rotina também. Quem sabe o que vai ser amanhã?

A única certeza dos 40 mil de 41 anos atrás, dos milhões desde então, é que todo dia é motivo não para comemorar título. É para celebrar Palmeiras.

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O começo da fila: campeão paulista, 18/8/1976 https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/comeco-fila-campeao-paulista-1881976/ https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/comeco-fila-campeao-paulista-1881976/#respond Fri, 18 Aug 2017 13:30:52 +0000 https://nossopalestra.com.br/2017/08/18/comeco-fila-campeao-paulista-1881976/

Jorge Mendonça subiu no segundo pau e fez o gol da vitória e do título antecipado do SP-76. Falta cruzada por Edu da ponta direita, o ex-goleiro palmeirense Doná saiu mal, e o XV de Piracicaba começou a perder a chance de título paulista. google_ad_client = "ca-pub-6830925722933424"; RelacionadasAnálise: Destaque no título do Paulistão, Mayke não […]

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Jorge Mendonça subiu no segundo pau e fez o gol da vitória e do título antecipado do SP-76. Falta cruzada por Edu da ponta direita, o ex-goleiro palmeirense Doná saiu mal, e o XV de Piracicaba começou a perder a chance de título paulista.

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“Ano sim, ano não, o Verdão é campeão”. Era o nosso lema. E problema dos rivais. Era o 18º estadual palmeirense. Tínhamos três a mais que o maior rival que só voltaria a ser campeão no ano seguinte. Em 1976, o Corinthians fez um returno ridículo. Não havia rebaixamento. Se houvesse, lutaria contra.

O Palmeiras fez o de sempre. Só perdeu um jogo no estadual. A segunda partida, para uma ótima Ponte Preta. Quando Dudu assumiu o comando do time no lugar de Dino Sani, em abril, Palmeiras não perdeu mais. Conduzido pelo ex-parceiro Ademir da Guia em fase brilhante, com jovens apostas que fizeram bonito como Jorge Mendonça na armação e Toninho para golear, o Palmeiras levou o Paulista com tranquilidade. E naturalidade.

A defesa ainda tinha Leão em fase sempre irrepreensível. Mesmo com um sistema defensivo discutível, com os jovens Valdir e Ricardo nas laterais (o imenso Rosemiro ficou na reserva na lateral-direita), e a zaga dura com Samuel e Arouca, do meio pra frente o Palmeiras sobrava. Dudu apostou no volante da base Pires como seu digno sucessor. Nas pontas, os eternos Edu e Nei. Dando qualidade e velocidade ao ataque do melhor time do campeonato.

Não foi uma equipe brilhante. Mas era disparada o melhor do SP-76. Vencido com as meias brancas da foto e o maior público da história do antigo estádio, em 18 de agosto de 1976. 40.283 viram o título. Fizeram festa no Palestra. Mas não muito mais que o normal para algo então tão natural.

Afinal, “ano sim, ano não”… E o problema é que o ano falou não até 12 de junho de 1993.

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Nei, 68 anos, lealdade em padrão: 15/8/1949 https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/nei-anos-lealdade-padrao-1581949/ https://nossopalestra.com.br/palmeiras/noticias/nei-anos-lealdade-padrao-1581949/#respond Tue, 15 Aug 2017 19:47:06 +0000 https://nossopalestra.com.br/2017/08/15/nei-anos-lealdade-padrao-1581949/

O primeiro gol que vi na vida do Palmeiras em um estádio foi dele. Nei. Elias Ferreira Sobrinho. Hoje completando 68 anos do nascimento em Nova Europa, região de Araquarara. De onde veio da Ferroviária (onde começou aos 17 anos) como seu antecessor Pio, na ponta esquerda do Palmeiras. De onde veio Dudu, em 1964, […]

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O primeiro gol que vi na vida do Palmeiras em um estádio foi dele. Nei. Elias Ferreira Sobrinho. Hoje completando 68 anos do nascimento em Nova Europa, região de Araquarara. De onde veio da Ferroviária (onde começou aos 17 anos) como seu antecessor Pio, na ponta esquerda do Palmeiras. De onde veio Dudu, em 1964, para ser uma das seis estátuas palestrinas, inaugurada em 2016.

Nei. Nome curto como o drible seco e ofensivo. Nei. O último da rima que era uma seleção. A Segunda Academia de Dudu e Ademir da Guia. Montada por Oswaldo Brandão em janeiro de 1972 (quando ele chegou ao clube) e que seria desfeita em setembro de 1975, com a venda de Luís Pereira e Leivinha para o Atlético de Madrid. Depois de dois brasileiros (1972-73) e dois estaduais (1972, invicto, e 1974, deixando o Corinthians mais um ano na fila).

Nei. O ponta rápido e driblador e que também sabia atuar no meio-campo. Ele fechava a linha LEÃOEURicoLuÍsPereIraAlfredoEZecaDuduEAdemirDaGuiaEduLeivinhaCésarENei. O ponta que infernizava o diabólico

lateral Forlán. Lateral que tanto batia e apanhava na bola de Nei que, num Choque-Rei, até o Divino entrou duro no lateral uruguaio, rasgando a chuteira do são-paulino. Tricolor que havia sido vítima do primeiro gol dele na carreira, ainda moleque, na estreia pela Ferroviária.

Nei. O ponta que marcou na raça o gol de empate da semifinal do BR-72 contra o Inter, no Pacaembu, depoia de um rebote de bola na trave de Ademir da Guia. Resultado que levou o Palmeiras ao título na final sem gols contra o Botafogo, no Morumbi.

O último gol do título de 1972 foi dele. Como quase um ano depois, em 15 de novembro de 1973, ele marcou o primeiro gol que vi do Palmeiras em um estádio. Na mesma meta do tobogã do Pacaembu. Um a zero no mesmo Colorado de maravilhosa camisa vermelha. Mas não mais linda que a 11 de Nei naquela tarde de feriado.

Dia inesquecível fechado naquele noite de semana perto da casa da minha avó. Pizzaria Casa Grande na Pompeia. Todo o elenco do Palmeiras jantando no salão ao lado. Eu morrendo de vergonha do baixo dos meus sete anos. Vendo meus ídolos. Seis deles que, no meio de 1974, serviriam a Seleção na Copa da Alemanha.

Nei tinha bola para estar. Mas foi preterido. Zagallo chamou o ótimo Dirceu, do Botafogo. Nei seria convocado por Brandão para um amistoso contra a URSS, no Rio, em dezembro de 1976. Foi vaiado pela torcida carioca que preferiria Paulo César Caju na ponta brasileira. Nei não conseguiu virar a vaia como Julinho Botelho, em 1959, contra a Inglaterra. Mas ao menos saiu de campo no Maracanã sem ser molestado, depois de boa exibição onde o calado calou as críticas na bola.

No Palmeiras ficaria até 1980. Ganharia o SP-76. Mas perderia lugar no time para Macedo e Baroninho. Mas sempre mantendo a humildade de ser um dos atletas que mais atuaram pelo clube. Foram 488 partidas. Nenhum cartão. Pela retidão e disciplina recebeu o Prêmio Belfort Duarte pela lealdade padrão por dez anos seguidos. Apanhando direto. E sem simulação. Nem reclamação. Um grande Gandhi da ponta esquerda palmeirense.

Em 1981 ficou só três meses no Botafogo. Fez três bons anos no Grêmio Maringá, até parar precocemente, aos 32 anos. Um bico de papagaio na coluna abreviou a carreira. De tanto levar bicos por todo o corpo dos laterais rivais.

Nei é um dos maiores pontas da história do clube. O nono que mais atuou pelo clube. Marcou 71 gols. Fora passes e cruzamentos precisos por alto e por baixo. Um que tanto arrancou sorrisos e gritos de alegria. Uma das vozes menos ouvidas do NOSSO PALESTRA. Porque falava pela bola, não pela boca.

Nei, obrigado pelo primeiro gol que gritei num estádio. Parabéns por ser o 11 do onze que todos os rivais ainda sabem de cor e jogado.

Nei, nunca tive o prazer de conversar contigo. Mas saiba que, mesmo calado, você fez muito mais do que muitos que mal sabem e berram o bem que você nos faz.

Nei que pode entrar em qualquer estádio do Brasil por conta do prêmio Belfort Duarte. E ele está nem aí com a premiação.

Mais importante é saber que ele entra em qualquer escalação dos maiores do clube. Entra em qualquer área a dribles. Tem portas abertas sempre para quem o viu jogar. Com lealdade padrão.

ESCREVEU MAURO BETING

 

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