
O Palmeiras atual é dono de uma invencibilidade enganosa. São 13 partias sem perder com um desempenho muito, muito abaixo. O clássico contra o Santos foi mais um na conta recente.
O trabalho atual de Abel Ferreira se assemelha aos últimos meses de Vanderlei Luxemburgo antes da queda, em 2020. O antecessor do português conquistou o estadual, assim como agora, acumulou 20 partidas de invencibilidade com futebol frágil e sem expectativa de melhora.
Bastou uma derrota para que a sequência negativa escancarasse o problema. Foram três reveses seguidos até a queda, ainda sob o comando de Mauricio Galiotte. O então mandatário, palmeirense, colocou o clube em primeiro lugar ao perceber que a temporada estava em risco. Foram cinco derrotas em 38 compromissos e todos entenderam o motivo da troca.
Seis anos mais tarde, o Palmeiras vive cenário parecido. Campeão do Paulistão, longo tempo sem perder e um futebol pobre. A diferença é que agora o elenco é bem mais caro do que aquele. Foram investido quase R$ 1 bilhão a serem pagos nos próximos anos.
O Palmeiras completou 30 partidas em 2026 e foram mais de 70 no ano passado. É preciso pensar bastante para puxar pela memória quais foram os jogos em que realmente o grupo correspondeu em campo. Não à toa, terminou sem conquistas. E olha que a volta ao passado nem contabiliza 2024, quando as quedas vieram de forma prematura na Libertadores e Copa do Brasil.
O Verdão atual é comandado por Abel Luxemburgo ou Vanderlei Ferreira, como preferirem. Tem uma invencibilidade frágil que não é capaz de superar, em casa, uma equipe que começou a rodada na zona de rebaixamento (e foi melhor em boa parte do jogo), além de ter o pior início de Libertadores nos últimos seis anos.
O campo mostra similaridade entre Abel e Luxa, mas fora dele é outra postura. A gestão atual gosta de aparecer, mas evita entrar em rota de coalisão com a comissão portuguesa. A falta de cobrança faz com que Abel faça o que ele desejar, tanto que o dia da escolha em deixar o clube será por vontade própria.