
O Palmeiras vive um paradoxo nos últimos anos. Enquanto tem a fase mais vitoriosa da história, mais tem visto a distância com o palmeirense aumentar. E nos próximos dias essa relação pode sofrer outro baque.
Faltam mais três jogos para encerrar o ciclo como Allianz Parque e a votação para o futuro nome conta com três opções: Nubank Parque, Nubank Arena e Parque Nubank. Dois deles contam com Parque no nome e o meu preferido é por Parque Nubank.
A escolha feita há mais de uma década, também por votação popular, tinham sugestões que deixavam clara a preferência pelo nome vitorioso e que caiu nas graças do torcedor. Era um momento importante de reconstrução e isso certamente ajudou, além dos resultados esportivos.
No campo, desta vez, as coisas vão indo bem. Fora dele, porém, há uma barreira entre clube e torcida. O Palmeiras de hoje não faz muita força para ter o bem mais precioso por perto. Cerco, jogos como mandante na “segunda casa” com dificuldade de acesso e deslocamento e quase nenhuma contrapartida para quem ajuda mensalmente com o plano Avanti.
Por mais que os tempos sejam outros, é importante manter as raízes, especialmente para uma instituição centenária fundada para ser uma sociedade. O nome vai muito além da questão comercial e Nubank Arena não combina em nada.