O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu e arquivou o processo que analisou a mudança de controle societário do Nubank Parque, estádio do Palmeiras, da WTorre para o BTG Pactual. Nesta quarta-feira (14), o órgão emitiu a certidão de trânsito em julgado encerrando a tramitação administrativa da operação.
O documento oficial informa que transcorreu sem manifestação o prazo para interposição de recurso ou avocação.
O parecer favorável à operação havia sido dado em 24 de setembro. A certidão publicada nesta quarta-feira representa a etapa final do procedimento no Cade e elimina esse processo regulatório como pendência para a mudança de controle da arena.

BTG Pactual assume controle majoritário do estádio
Como publicou o NOSSO PALESTRA em agosto, o BTG Pactual vinha negociando para assumir a operação do estádio palmeirense, com previsão de administrar o empreendimento até o fim de 2044, quando termina o contrato firmado entre Palmeiras e WTorre.
Compra de dívida de aproximadamente R$ 650 milhões antecedeu negociação
A aproximação entre BTG Pactual e WTorre ganhou força após uma operação financeira realizada em 2024. Naquele ano, a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, adquiriu a dívida da construtora com o Banco do Brasil relacionada à construção do estádio, avaliada em aproximadamente R$ 650 milhões.
Outro movimento importante ocorreu em 2026, quando a WTorre negociou com o Nubank os direitos de nome do estádio. A operação, que resultou na mudança de Allianz Parque para Nubank Parque, contou com a aprovação do BTG, que já demonstrava interesse em assumir o controle do empreendimento.
Disputa judicial entre WTorre e BTG foi encerrada
A mudança de gestão também avançou após o encaminhamento de um acordo para encerrar uma disputa judicial envolvendo a aquisição da dívida da WTorre.
O que muda para o Palmeiras?
A mudança de controle do Nubank Parque não altera, por si só, o prazo do contrato de exploração firmado entre Palmeiras e WTorre, que permanece previsto até o fim de 2044.
A reorganização societária transfere o controle majoritário do negócio ao BTG Pactual, mas não significa automaticamente mudanças nas condições comerciais estabelecidas entre o clube e a administradora da arena.
Próximos passos
Com o trânsito em julgado certificado em 14 de outubro, o Cade encerrou sua análise sobre a operação, aprovada sem restrições. A partir dessa etapa, a efetivação da nova estrutura passa a depender dos procedimentos societários e operacionais cabíveis entre as partes.
A expectativa é que o BTG Pactual consolide sua posição no comando do Nubank Parque, mantendo a arena como um dos principais ativos de entretenimento e eventos da capital paulista e como casa do Palmeiras até o encerramento do contrato vigente.
