COLETIVA

Abel Ferreira comemora classificação do Palmeiras e enfatiza: 'É a melhor equipe que já treinei'

Treinador do Verdão chega a sua 18° final pelo clube e fala sobre gramado de São Januário, arbitragem e valoriza Carlos Miguel

O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Vasco Gama FR, durante partida válida pelas semi final, volta, da Copa do Brasil, no Estádio São Januário. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Vasco Gama FR, durante partida válida pelas semi final, volta, da Copa do Brasil, no Estádio São Januário. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

O Palmeiras está na final da Copa do Brasil. Após empatar em 2 a 2 com o Vasco no placar agregado, em São Januário, o Verdão garantiu a classificação na disputa por pênaltis, com destaque para o goleiro Carlos Miguel, que defendeu cobranças e foi decisivo para a vaga.

Após a partida, Abel Ferreira concedeu entrevista coletiva e destacou a força mental da equipe, o desgaste físico provocado pelas condições do gramado e o calendário desfavorável em relação ao adversário. O treinador também comentou a atuação de Carlos Miguel, que vinha sendo alvo de críticas, e voltou a questionar a repercussão de lances de arbitragem envolvendo o Palmeiras.

Abel destaca desgaste físico e oportunidades desperdiçadas

Ao avaliar os 90 minutos, o treinador português reconheceu as dificuldades impostas pelo gramado de São Januário e pelo menor período de descanso do Palmeiras. Abel também considerou que a equipe poderia ter encaminhado a classificação ainda no primeiro confronto, diante das oportunidades criadas.

Além do grande adversário, as condições do gramado, o peso dele e o fato de o Vasco ter mais um dia de descanso que o Palmeiras pesaram, mesmo fazendo a gestão que fizemos. Essa eliminatória poderia ter ficado quase resolvida pela quantidade de oportunidades que tivemos. Faltou eficiência no jogo de ida, deveríamos ter um resultado mais volumoso.

Abel também relembrou os principais momentos da partida e destacou o início forte do Palmeiras, que acertou a trave em duas oportunidades antes de sofrer o primeiro gol vascaíno em um contra-ataque.

Os primeiros 20 minutos, entramos muito bem, criamos com o Giay, tivemos a segunda no poste com o Flaco. O futebol tem dessas coisas: o Arias acerta o poste e, no contra-ataque, eles fazem o gol. Eles são bem treinados, o jogo ficou equilibrado, com muitos duelos, em função do gramado, muito físico.

Na etapa final, o Palmeiras voltou a marcar com Piquerez, mas sofreu o gol de empate em cobrança de falta de Pumita Rodríguez. O treinador ressaltou a necessidade de um esforço extra para superar o desgaste da partida.

Carlos Miguel recebe respaldo de Abel

Um dos destaques da classificação foi Carlos Miguel. O goleiro, que vinha recebendo críticas por atuações anteriores, teve participação decisiva na disputa por pênaltis. Abel valorizou o trabalho da comissão técnica na preparação para esse tipo de situação e saiu em defesa do camisa 1.

Temos um protocolo de pênaltis, temos seguido, mas o mais importante é que nosso goleiro, que foi criticado, conseguiu aparecer. Ser goleiro de uma equipe grande no Brasil é difícil, é preciso aprender com os erros. Também há uma estratégia para ele.

O treinador ainda comentou a escolha dos cobradores e revelou que não estava previsto que Giay assumisse uma das cobranças.

Só não estava previsto o lateral-direito bater. Não gosto de laterais-direitos batendo pênaltis.

Abel questiona repercussão de lance envolvendo Jhon Arias

Na segunda parte da entrevista, o treinador foi questionado sobre a arbitragem e a possibilidade de desfrutar da classificação. Abel afirmou que espera ver a mesma repercussão dada a um possível pênalti envolvendo Barboza, no jogo de ida, para o lance envolvendo Jhon Arias na partida em São Januário.

Fiz quase que uma promessa para mim mesmo. Quero ver se a imprensa vai repercutir o lance do Arias como repercutiu o lance do Barboza, em um possível pênalti em nossa casa. Só isso que quero ver, se vão dar a mesma atenção. Perdi uma Libertadores em um lance semelhante a esse. Quero ver se vão repercutir.

O português também aproveitou para esclarecer declarações anteriores sobre a necessidade de valorizar as conquistas do clube e reforçou que o Palmeiras precisa manter os pés no chão.

Sei que o Palmeiras tem muita história, faço parte de seis títulos. Só me engana quem eu quero. Digo aos torcedores: abram a pestana. O Palmeiras vende seus melhores jogadores, tem que vender. O Palmeiras gastou R$ 1,1 bilhão nos últimos três anos, e estou aqui há seis anos. Em seis anos, contratou R$ 1,4 bilhão e vendeu R$ 2,5 bilhões. Falem em seis anos, não em três.

Abel ainda exaltou o elenco que tem à disposição e citou a saída de Allan ao falar sobre as mudanças no grupo ao longo de sua passagem pelo clube.

É a melhor equipe que treinei, mesmo sem o Allan, que vendemos.

Treinador evita prolongar críticas à arbitragem

Na última parte da coletiva, Abel voltou a ser questionado sobre decisões da arbitragem e mencionou episódios anteriores envolvendo o Palmeiras, incluindo punições recebidas no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Apesar das cobranças, o treinador afirmou que pretende evitar novos comentários sobre a atuação dos árbitros.

Entendo sua pergunta, mas vou evitar falar do árbitro. Estou dizendo se a imprensa vai repercutir o mesmo lance como repercutiu o do Barboza. Alguém falou do jogo do Remo lá? Porque foi anulado e não deveria ser anulado. Entendi que devo evitar falar da arbitragem.

Com a classificação em São Januário, o Palmeiras segue na disputa pelo título da Copa do Brasil, onde irá enfrentar o Grêmio, no Mané Garrincha.