
O Palmeiras venceu o Bahia por 1 a 0 nesta quinta-feira (8), no Nubank Parque, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com gol de Flaco López logo aos sete minutos do primeiro tempo, o Verdão garantiu três pontos importantes na retomada do futebol brasileiro após a extensa Data Fifa.
Fala, João Martins!
Após a partida, João Martins, auxiliar técnico de Abel Ferreira, concedeu entrevista coletiva e explicou as escolhas táticas da comissão técnica, com destaque para a utilização de três zagueiros e três volantes diante de um adversário que, segundo ele, apresenta características ofensivas.
O português também comentou as oportunidades desperdiçadas pelo Verdão, a preparação para o clássico contra o Corinthians, a gestão física dos jogadores que retornaram da Data Fifa e a situação do atacante Paulinho, que está em processo de transição física.
Sistema com três zagueiros até o fim do ano?
Questionado se a formação com três zagueiros poderia ser mantida até o encerramento da temporada, João Martins descartou essa possibilidade como uma decisão definitiva. O auxiliar explicou que a comissão técnica avalia as características de cada adversário antes de definir a estratégia e ressaltou que alguns jogadores chegaram ao clube apenas na manhã da partida.
Não. Gostamos de olhar o adversário e ver os pontos fortes, são hiperofensivos. Sabíamos das dificuldades, sabíamos que não estaríamos 100%, alguns jogadores só se juntaram agora de manhã, então decidimos que, para esse jogo, seria essa formação.
Gestão de energia após a Data Fifa
Com jogadores retornando de compromissos internacionais e viagens longas, o Palmeiras precisou administrar a condição física do elenco. João Martins explicou que a escolha por três zagueiros também teve relação com a maneira como o Bahia constrói suas jogadas, buscando reforçar a pressão inicial e reduzir os espaços do adversário.
O auxiliar avaliou positivamente a estratégia, mas reconheceu que o Verdão poderia ter construído um placar mais confortável diante das oportunidades criadas. Ele também destacou as dificuldades impostas pelo calendário internacional.
Relativamente ao Bahia, era uma equipe que nós sabíamos que tínhamos que ser fortes na primeira pressão, constroem muito bem. Por isso decidimos os três zagueiros, para fechar espaços. Conseguimos uma boa estratégia, tivemos oportunidades de fazer o segundo, terceiro, mas, quando a eficácia não basta, temos que defender para termos os três pontos no fim.
Devido a essa Data Fifa ser uma data de jogos de preparação, tivemos jogadores em toda parte do mundo, viagens longas. Fizemos análises, avaliações, tivemos conversas com Arias, Mauricio, Sosa, Gustavo Gómez, e tem que ser assim. No mundo ideal, era não haver esse jogo e jogar só no fim de semana, como é na Premier League.
26 finalizações e chances desperdiçadas
Apesar do volume ofensivo e das oportunidades criadas, o Palmeiras voltou a conviver com a falta de eficácia nas finalizações. Questionado sobre o desempenho da equipe, a utilização de três volantes e a importância de aproveitar melhor as chances na reta final da temporada, João Martins valorizou a qualidade técnica dos jogadores e os benefícios da formação utilizada.
O auxiliar ressaltou que a presença de três volantes contribui tanto para a organização defensiva quanto para a construção das jogadas. Ainda assim, reconheceu que a eficiência diante do gol é determinante e espera que o time consiga converter mais oportunidades no clássico de domingo.
Quando se tem bons jogadores, é mais fácil. E eles juntos, qualidade de bola, de jogo. Juntam equipe, fecham espaço. Dá muitas coisas positivas e, quando jogamos com três zagueiros e volantes, ajuda os dois da frente. Tem oito para defender. Vitor e López tiveram muito bem, mas os três volantes dão essa qualidade com bola.
O aspecto mais decisivo do futebol. E a eficácia é preponderante, nos resta ser resilientes quando as bolas não entram. Espero que no domingo não façamos apenas um gol se tivermos o mesmo número de chances.
Importância do Derby e preparação para a Libertadores
Na sequência, João Martins foi questionado sobre a importância do clássico contra o Corinthians e como o confronto será tratado internamente diante da proximidade da semifinal da Libertadores. O auxiliar aproveitou a pergunta para reforçar uma característica que, segundo ele, acompanha o trabalho da comissão técnica desde a chegada ao Palmeiras: a busca constante pelo máximo rendimento, independentemente do adversário.
O português afirmou que o elenco não pode se mobilizar apenas para partidas de maior rivalidade e lembrou que todos os jogos do Campeonato Brasileiro têm o mesmo valor na tabela.
Estava pensando ali dentro se dizia o que pensava ou se seria correto, mas vou dizer o que penso. Estamos aqui há seis anos e tem uma coisa que fazemos sempre: todos os dias nos limites. Não há jogos mais importantes que outros. O grande problema de outras equipes é que se mobilizam apenas para alguns tipos de jogos.
No Palmeiras, eu ando no limite sempre, não só contra Santos, Corinthians, São Paulo. Nos mobilizamos sempre. É mais um jogo para nós, nada mais, nada menos do que fizemos hoje. É por isso que não acontece no Palmeiras de se mobilizar apenas para esse tipo de jogos. Todos valem três pontos. Lógico que todos querem ganhar um Derby. Mas não posso ter adrenalina somente nesses jogos
Paulinho segue em transição física
Outro tema abordado na entrevista foi a situação de Paulinho. O atacante, que voltou a enfrentar problemas físicos após uma sequência de lesões, está em processo de transição e busca reunir condições para retornar aos gramados.
João Martins destacou que o jogador apresenta uma boa evolução, mas explicou que a comissão técnica seguirá os critérios estabelecidos pelo departamento responsável pela recuperação física. A presença do camisa 10 no clássico de domingo dependerá do cumprimento das próximas etapas e das avaliações realizadas nos treinamentos.
Ele está bem. Agora, tal como o Paulinho como os outros, temos critérios. E nós temos nossas avaliações, nossos controles. Não vamos passar etapas. Amanhã terá mais uma etapa a cumprir, no sábado, para ver se domingo estará bem.
Redução do limite de estrangeiros
Por fim, João Martins também foi questionado sobre uma possível redução do limite de jogadores estrangeiros. O auxiliar evitou aprofundar o assunto e afirmou que decisões relacionadas às regras das competições e à composição dos elencos cabem aos dirigentes e às entidades responsáveis.
São decisões para quem dirige. Somos técnicos. Treinamos o que o clube nos dá, o que as federações decidem. Aceitamos e trabalhamos com regras. São perguntas para a diretoria.
