Especial Robertão-69: faltavam 3 vitórias, Palmeiras 1 x 0 Vasco

Menos de quatro mil viram mais uma vitória do Palmeiras que tinha de vencer todos os jogos até o final da primeira fase. Uma forte chuva esvaziou o Pacaembu e enlameou o gramado pesado também pela areia jogada para aliviar as poças.

Sem César Maluco lesionado no tornozelo direito, sem o ponta Serginho ainda se recuperando, Rubens Minelli apostou no meia-atacante Madureira como centroavante contra o Vasco. O treinador o queria em definitivo para 1970. O Palmeiras tinha César como homem de área mais aguerrido. Cardoso era um atacante mais técnico. Madureira era alternativa tática que vinha de trás e saía da área.

A chuva justificou a pior futebol do Palmeiras no Robertão-69, para a FOLHA DE S.PAULO. “Mas o Vasco foi muito pior”. Mas menos pior que Sebastião Rufino. Ele seria um dos melhores árbitros no país. Mas não apitou bem.

Também porque previamente pressionado por José Giménez López. O cartola palmeirense passou a semana reclamando das escalas da CBD (desde 1979 passou a ser a CBF). Ele entendia que árbitros inexperientes estavam sendo usados em jogos do Palmeiras para ajudar Botafogo e Fluminense. “Reclamo antes do jogo para não ter que reclamar depois”. No Rio, falava-se o contrário. Com o retorno à presidência da Federação Paulista de Futebol do deputado Mendonça Falcão, os clubes grandes de São Paulo estavam influenciando nas escalas…

O fato é que vascaínos e palmeirenses detestaram a arbitragem. Ambos com razão.

Aos 14 minutos, Dudu lançou Edu na frente. O bandeirinha Carlos Lopes deu condição legal para o ponta palmeirense que estava em impedimento claro. O goleiro Andrada saiu da meta e derrubou Edu. Como se não bastasse a posição irregular do atacante, ele sofreu a falta fora da área. Mas o árbitro marcou dentro.

Pênalti!?

Jaime cobrou e fez o único gol do clássico.

O Vasco foi tremendamente prejudicado. Como o Palmeiras seria na sequência. Pênalti claríssimo em Edu. Rufino mandou seguir.

Falou Célio de Souza, treinador do Vasco: “o árbitro esteve num dia infeliz. Marcou pênalti numa falta fora da área pro Palmeiras e depois não marcou um pênalti claro contra nós”.

Giménez López: “o juiz inventou um pênalti pra nós e não deu outro em seguida contra eles muito claro. Por isso reclamei antes do jogo”.

No segundo tempo, nada aconteceu. Nem mais erros de arbitragem. Apenas uma bola na trave vascaína aos 44.

Ademir e Baldochi foram os melhores palmeirenses em campo. O resultado foi ótimo. Mas era necessário vencer os três jogos restantes para se classificar para o quadrangular final.

PALMEIRAS 1 X 0 VASCO
Torneio Roberto Gomes Pedrosa – 1ª fase
Quarta-feira, 12/novembro (noite)
Pacaembu
Juiz: Sebastião Rufino (PE)
Renda: NCr$ 18 371
Público: 3 018
PALMEIRAS: Leão; Eurico, Baldochi, Nelson e Zeca; Dudu, Jaime e Ademir da Guia; Edu (Copeu), Madureira e Pio (Cabralzinho).
Técnico: Rubens Minelli
Gol: Jaime (pênalti) 14 do 1º