O time, da SE Palmeiras, posa para foto em jogo contra a equipe do CA Boca Juniors, durante partida válida pela pela terceira rodada, fase de grupos, da Copa Libertadores, na Arena Allianz Parque.

Embora Roger Machado tenha elogiado o desempenho do Palmeiras na entrevista coletiva, certamente a análise interna é diferente. Quem acompanha o desenvolvimento do estilo de jogo desse Palmeiras conseguiu perceber que a equipe não jogou o que se esperava no empate por 1 a 1 contra o Boca Juniors.

  • Palmeiras não conseguiu sufocar o Boca Juniors nos primeiros 20 minutos

O time que pressionava os adversários nos primeiros 20 minutos de jogo até balançar as redes não apareceu em campo. Não porque não quis, mas porque o time argentino soube travar os brasileiros. Taticamente, a equipe segue a mesma, porém tecnicamente, o rendimento caiu demais. Justamente por isso, está mais difícil fazer a transição da defesa para o ataque.

  • Palmeiras acumulou apenas 11% de finalizações no alvo durante o jogo

Exemplo da queda técnica está no aproveitamento das finalizações. De acordo com o Footstats, foram nove finalizações contra o Boca Juniors e apenas uma na direção do gol, aos 44 minutos do segundo tempo. Justamente o chute de Keno, que abriu o placar no Allianz Parque. Vontade e raça não significa necessariamente precisão e gols.

  • Palmeiras repetiu número de passes errados que deu na final do Paulistão

Os bons jogos do Palmeiras coincidem sempre com um baixíssimo número de passes errados. Na primeira partida da final do Paulistão contra o Corinthians, a vitória do time de Roger Machado veio em partida de apenas 28 passes equivocados. Nos últimos dois jogos, quando a equipe não jogou bem, foram 58 passes errados. Outro exemplo ruim está na semifinal do Paulistão, quando o Palmeiras perdeu para o Santos por 2 a 1 e errou 53 passes.

O Palmeiras volta a treinar na próxima sexta-feira já pensando na estreia do time no Brasileirão, contra o Botafogo, no Rio de Janeiro. A equipe de Roger Machado já provou ter qualidade, elenco e padrão de jogo em grande parte da temporada, mas oscilou em importantes desafios, como Santos, Corinthians e Boca Juniors.

O Campeonato Brasileiro premia a regularidade, porém gera momentos decisivos com frequência. O trabalho do Palmeiras, hoje, será identificar nesses últimos difíceis jogos por que a equipe oscilou e corrigir os defeitos para a sequência do ano. Daqui para frente, Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil entregarão ao time de Roger Machado desafios seguidos de desafios.

 

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