Na vida a coisa mais feia é gente que vive chorando de barriga cheia

Na vida a coisa mais feia é gente que vive chorando de barriga cheia

(Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)

"Se eu quiser criticar, eu critico.

Se eu quiser cornetar, eu corneto.

Pago tudo que eu consumo com o suor do meu emprego..."

Já dizia o mestre Zeca Pagodinho em um de seus maiores clássicos, que na nossa vida, a coisa mais feia, é gente que vive chorando de barriga cheia.

Faço esta relação para falar um pouco do que tem se tornado o palmeirense após o salto do clube de volta para as glórias nos últimos quatro anos.

O hábito de torcer e apoiar está cada vez mais escasso na belíssima nova arena alviverde. Muito pela política elitista da diretoria que só vê o torcedor como número, e não mais como voz.

A cadeira vazia parece nem incomodar mais. O Palmeiras + forte é esse. Pegando fogo dentro de campo, mas totalmente gelado fora dele.

Nas quatro linhas o time de Felipão demonstra tanta segurança que a única coisa que resta para alguns é ficar caçando amendoim na colheita.

Moisés fez um jogo muito bom diante do Sampaio Corrêa. Se movimentou, pisou mais na área, iniciou a jogada do segundo gol, mas tem quem prefira ver com o fígado e criticar sem base alguma a noite do camisa 10. No seu quarto ano de clube, Moisés merecia mais respeito e muito mais apoio de quem paga para vê-lo.

Alguns xingamentos e comentários em redes sociais são tão descabidos que nem merecem a nossa atenção.

Já Miguel Borja vive o seu pior momento desde que chegou ao Palmeiras. Recebendo pouquíssimas chances, cada vez que entra em campo no Allianz Parque, o colombiano é perseguido com vaias e murmurinhos das arquibancadas.

Sem confiança, vê o seu futebol que já não é dos mais técnicos, ruir.

Porém ontem no final da partida teve que ouvir parte da torcida o aplaudir a cada passe certo. Fato que já aconteceu com Deyverson, Egídio e alguns outros atletas que passaram pela Pompéia.

Deboche. Desrespeito desnecessário com o ser humano.

O retrato do torcedor/consumidor que virou o neo-palmeirense.

Sabe-se lá até onde esse Palmeiras de Felipão vai em 2019, mas é bom conquistar troféus, se não vai ter muita gente bebendo e até fumando pra falar mal da vida alheia...

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 27 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!