Palmeiras engole o peixe e chega ao melhor momento do ano

Palmeiras engole o peixe e chega ao melhor momento do ano

Desde que começou seu trabalho no Palmeiras, Felipão teve bons e maus momentos. Muitos mais elogiosos do que dignos de crítica. Campeão brasileiro invicto, ainda se viu às voltas com a má vontade de parte da voz crítica no país. Passou por uma onda ainda mais forte de contestação por ter no país outros estilos de futebol que soam mais atraentes.

Parece muito difícil elogiar o novo sem desmerecer o clássico. Felipão começa o maior campeonato do país de forma segura e chega ao clássico valendo a liderança ainda sob dúvidas. Seria capaz de combater as novidades do estilo moderno de Jorge Sampaoli? A questão se elevou ao longo da semana e culminou na melhor atuação do Palmeiras em 2019. Ou até em toda a jornada de Felipão nesta passagem.

Intensidade, questões táticas, variações, proposição, reação. Houve de tudo no clássico do Pacaembú. E do lado verde. Surpreendente, Palmeiras não ofereceu ao bom oponente a chance de impor seu jogo dominante. Em 45 minutos, fez sua vitória e seus melhores minutos na temporada. Atuações individuais muito, muito boas, com brilho, com brio.

Escolhas infelizes do ótimo treinador santista à parte, a noite do Palmeiras foi extremamente feliz. Impactante. O estilo padrão do treinador deu espaço a uma nova forma. Ainda mais dedicado, ainda mais focado, mas com espaço para improvisações, dribles, bons toques e acima de tudo, muita disposição em buscar o gol. A reclamação habitual sobre o pouco apetite pelo gol cai por terra. A goleada acachapante deixa pra trás esse conceito. Ao menos nesse dia.

São inúmeras coisas e pessoas a serem elevadas nessa análise, mas como um pós jogo precisa ser sucinto, nos ateremos ao terceiro gol que vem em mais uma roubado de bola de Veiga e o chute que desviou antes de entrar. Dudu ainda entortou a zaga alvinegra duas vezes e parou em Vanderlei. Ainda houve tempo do camisa 7 deixar Hyoran tranquilo para fazer o quarto.

Foi uma superioridade enorme. Bola na trave de Zé Rafael, Deyverson em partida excelente, Felipe Melo e Bruno Henrique impecáveis e a dupla de zaga que já beira os mil minutos sem levar gol manteve-se irretocável. O Palmeiras de Luís Felipe já mira os 30 jogos sem perder. E cresce. E melhora. E evolui.

E foi pouco.

Tags:
  • João Gabriel

    João Gabriel

    De família italiana e tipicamente alviverde, é de São Manuel, interior do estado. Se formou em Jornalismo pela USC/Bauru e é pós graduado em jornalismo esportivo pelo IPOG/SP.