O jogador Willian, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do SC Corinthians P, durante partida válida pela final (volta), do Campeonato Paulista, Série A1, na Arena Allianz Parque.

Futebol é assim. Quando alguém merece elogios, ouve elogios. Quando merece críticas, ouve críticas. É jornalismo. É análise. Claro que uma confusão do tamanho da que ocorreu com a arbitragem da final do Paulistão mexe com a história de um jogo, mas antes mesmo da anulação da penalidade, a equipe de Roger Machado não era melhor do que o Corinthians. Em 17 finalizações, foram 12 longe do alvo e apenas uma que exigiu grande defesa de Cássio. Os 70% de posse de bola do Palmeiras não se transformaram em grande perigo ao Corinthians. Faltou precisão, faltou construção e faltou criatividade. Tudo o que não vinha faltando desde o início do mata-mata do Paulistão.

Produzi um vídeo mostrando os problemas do Palmeiras na partida. Além de ter sofrido o gol com menos de dois minutos de jogo, a equipe de Roger Machado não mostrou qualidade alguma na saída de bola durante o jogo. Foi um show de decisões erradas forçadas pela boa marcação do time de Fábio Carille.

Sem Felipe Melo, o Palmeiras abusou de passes longos sem grande direção e o lado direito ofensivo alvinegro deu um baile no lado direito defensivo alviverde. Por pouco o Corinthians não abre vantagem ainda no primeiro tempo da partida. Na segunda etapa, uma substituição de Roger tornou o Palmeiras criativo e perigoso, mas ainda assim não conseguiu tornar o time decisivo. Nas penalidades, Cássio, que quase não sujou a camisa no tempo normal, cresceu.

Polêmica à parte, a decisão foi bastante curiosa: Palmeiras foi melhor na Arena Corinthians, já que abriu vantagem no começo do jogo e soube travar o Corinthians, que foi quem abriu vantagem no Allianz Parque e soube travar o Palmeiras. Nas penalidades, o título paulista ficou com o Corinthians. Enquanto a equipe de Carille comemora durante a semana, o time de Roger Machado não tem tempo para lamentar. Precisa fazer ajustes para não permitir que, nessa quarta-feira, o Boca trave seu jogo na 3ª rodada da Copa Libertadores da América.

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Rodrigo Fragoso
24 anos. Formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e especializado em gestão, direito e marketing esportivo pela FIFA/CIES/FGV. Com passagens pelo site Gazeta Esportiva, pelas rádios Nova Difusora de Osasco, Gazeta AM, Web Rádio Lusa, Web Rádio Verdão e como editor de vídeo na produtora Memória Magnética, atualmente é setorista do Palmeiras nos Canais Esporte Interativo e colunista do “Nosso Palestra”. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, do Panamericano de Toronto 2015 e das Olimpíadas 2016. Estudar sobre o que se escreve é fundamental para transmitir conteúdo.