
O Palmeiras perdeu para o Fortaleza por 3 a 2 na Arena Pantanal, com gols de Flaco López e Murilo, e se classificou na Copa do Brasil por ter vencido o primeiro jogo por 3 a 0, no Nubank Parque. O Alviverde volta a disputar as quartas de final da competição nacional depois de três anos.
Fala, Abel!
Abel Ferreira iniciou a coletiva agradecendo o apoio da torcida e assumiu total responsabilidade pelo desempenho da equipe.
Primeiro, agradecer o carinho dos torcedores. Sabemos da responsabilidade. Seja onde for, contra quem for e quem jogar, entramos para vencer. Hoje não entramos com a nossa máquina competitiva ligada. Demos muitos espaços, estivemos desconcentrados e a maior responsabilidade é minha.
O treinador explicou que havia três objetivos para a partida: conquistar a vitória, rodar o elenco e avaliar o nível físico de alguns atletas.
Tínhamos três objetivos: ganhar, rodar o elenco e ver o nível de forma de alguns jogadores. Sabemos que temos o Fuchs, o Gómez e o Barboza lesionados. No lado esquerdo, tivemos atletas do Sub-20. Eles lutaram e se entregaram, mas o principal objetivo não foi cumprido. A responsabilidade é minha.
O que o motiva no Palmeiras?
Abel afirmou que sua maior motivação continua sendo conquistar títulos e destacou o modelo de gestão do clube.
O que me motiva é ganhar títulos. É por isso que estou no Palmeiras e é isso que temos feito nos últimos anos.
O técnico elogiou a valorização do elenco, a aposta na base e a continuidade administrativa.
Olhem a valorização do eclube, mais de R$ 1,4 bilhão. Vejam a equipe mais jovem que luta por títulos, é o Palmeiras. Tivemos uma gestão responsável com o Galiotte e continuamos tendo com a Leila, sempre ganhando. Hoje vocês viram sete jogadores da base. Sabemos o que eles podem nos dar e apostamos neles.
Para Abel, o Palmeiras se tornou referência dentro e fora de campo.
O Palmeiras deve ser um clube a ser imitado. Se eu estivesse do outro lado, faria isso. Me inspiro nos melhores. O Palmeiras é exemplo de gestão financeira, continuidade e processos.
“Dor de cabeça boa” para escalar
Sobre a disputa por posições, Abel reforçou que a meritocracia continua sendo o principal critério.
Para mim é fácil. Temos regras e elas são baseadas no rendimento. O que vocês veem nos jogos, eu vejo todos os dias nos treinos. Quem está melhor joga. Nunca jogam os nomes, joga quem tem rendimento.
Arias, Riquelme e a concorrência
Ao comentar a atuação de Riquelme, Abel pediu equilíbrio nas avaliações e lembrou que o jovem já foi decisivo recentemente.
Hoje o Riquelme não fez o melhor jogo, mas preciso lembrar que, contra o Juventude, entrou muito bem e nos ajudou a vencer.
O treinador criticou avaliações baseadas apenas na última partida.
Vocês avaliam o jogador sempre pelo último jogo. Eu não. Aqui ninguém ganha oportunidade. Eles trabalham para conquistá-la.
Na sequência, exaltou a chegada de Jhon Arias.
O Arias faz qualquer treinador melhor. Hoje tirei um jogador de 20 anos e coloquei um atleta com Copa do Mundo, Fluminense, muita experiência nas costas. Ele melhora qualquer treinador. Nos ajuda muito no ataque e me impressiona pelo trabalho defensivo. Ajuda muito o Arthur.
Calor não serve como desculpa
Por fim, Abel descartou qualquer justificativa relacionada às altas temperaturas e voltou a assumir a culpa pelo resultado.
Estava calor para mim, para o treinador do Fortaleza e para todos. Não tem desculpas. A responsabilidade é minha.
O comandante reforçou que, mesmo com mudanças na equipe, o Palmeiras tinha obrigação de vencer.
Se me perguntarem se esse é o meu melhor time, não é. Mas era um time suficiente para vir aqui e jogar para ganhar. Hoje não fizemos isso.
Sorteio na CBF
Os confrontos das quartas de final serão definidos por sorteio na próxima terça-feira (11), às 11h (de Brasília), na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Além do Palmeiras, Santos, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Vasco estão classificados. Nesta quinta-feira (6), os outros dois serão conhecidos nos confrontos entre Corinthians x Internacional e Vitória x Athletico-PR.
