COLETIVA

Abel Ferreira vê lance de Mauricio 'no limite' e comenta expulsões em jogo do Palmeiras: 'Não há dúvidas'

Treinador do Verdão analisa momento do Verdão na temporada e diz que não quer perder nenhum atleta na janela

O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do EC Vitória, durante partida válida pela vigésima primeira rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Barradão. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do EC Vitória, durante partida válida pela vigésima primeira rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, no Estádio Barradão. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

Palmeiras goleou o Vitória por 4 a 0, no Barradão, e abriu oito pontos de vantagem em relação ao Flamengo, que empatou por 1 a 1 com o Internacional, na liderança do Campeonato Brasileiro. Os gols foram marcados por Mauricio, Fabiano, contra, Jhon Arias e Ramón Sosa, de falta.

Após a partida, o treinador Abel Ferreira conversou com a imprensa em uma coletiva de imprensa reduzida, por conta do retorno do Verdão para capital paulista nas próximas horas.

Fala, Abel!

O técnico Abel Ferreira avaliou os lances polêmicos da vitória do Palmeiras sobre o Vitória, comentou as expulsões da equipe baiana, destacou a atuação do Verdão e reforçou a confiança no trabalho desenvolvido no clube. O treinador também falou sobre a disputa simultânea pelas três competições, o futuro do elenco e a valorização dos jogadores.

Sobre a atuação da equipe, Abel ressaltou a importância do resultado conquistado fora de casa.

abíamos que seria difícil exatamente por isso. Entramos muito bem no jogo e o adversário até alterou um pouco a forma de jogar por causa do gramado, que estava melhor do que esperávamos. Ainda com 11 contra 11, tivemos duas grandes oportunidades, uma com o Allan e outra com o Mauricio. Depois que eles ficaram com dois jogadores a menos, já é difícil jogar contra o Palmeiras com onze, imagina com nove. Pedi muito controle emocional aos jogadores, porque era um jogo nervoso. Eles mantiveram esse equilíbrio e vencemos bem.

Abel também falou sobre a necessidade de se reinventar para manter o Palmeiras competitivo temporada após temporada.

Ninguém me cobra mais do que eu mesmo. O segredo da consistência não é apenas reinventar o elenco, mas reinventar a mim mesmo. Não vamos ganhar sempre. Quando cheguei aqui, ninguém sabia quem eu era, e hoje as expectativas são enormes. Sempre acreditei muito naquilo que faço. Antes de chegar ao Palmeiras, eu precisava de um clube que me desse condições para competir sempre, com responsabilidade e processos bem definidos. Mesmo quando perdemos, a cobrança está presente. Essa cobrança nos faz melhores. Nunca duvidamos daquilo que fazemos. A palavra que define tudo isso é consistência.

Ao comentar os lances que geraram reclamações do Vitória, incluindo declarações do presidente do clube baiano, o treinador considerou o lance envolvendo Mauricio interpretativo, mas foi categórico sobre as expulsões.

Podemos falar de todos os lances? O primeiro, para mim, é um lance no limite. Podem discordar. Acho que metade das pessoas diria que sim e a outra metade diria que não. Está no limite. Agora, a segunda expulsão… há dúvidas? Para mim, não há dúvidas. Viram a perna dele? O árbitro seguiu a regra. Essa é a minha opinião. Conhecem o histórico do Luan Cândido? Deviam conhecer. O gesto é claro e ele teve coragem para aplicar a regra. Já o lance do Mauricio, para mim, é um 50 a 50. O árbitro e o VAR optaram pelo amarelo. Nas outras decisões, não vejo dúvidas.

De olho na sequência da temporada, Abel garantiu que o Palmeiras segue focado em disputar todos os títulos.

O Palmeiras entra em todas as competições para ganhar. Vínhamos de uma derrota dura, na qual não fomos eficazes defensivamente. Não era só uma questão de finalizar mais, deveríamos ter feito mais gols. Na minha opinião, fizemos um bom jogo naquela partida e hoje começamos da mesma forma. Agora vamos avaliar, junto ao NSP, as exigências físicas do jogo de hoje. Estamos vivos em todas as competições e queremos lutar por todas.

Por fim, o treinador comentou o interesse de clubes do exterior em jogadores como Flaco López e Allan e afirmou que o Palmeiras não pretende negociar atletas considerados fundamentais.

Quando cheguei, disse que minha função era valorizar o futebol, o Palmeiras e os jogadores. Desde então, o clube já fez mais de R$ 2 bilhões em vendas. É preciso arriscar e apostar nos atletas. Poderia citar Endrick, Vitor Reis e Estêvão. É normal que cheguem propostas altíssimas por nossos jogadores, mas hoje temos força para dizer não. Não espero perder atletas importantes e fundamentais neste momento. Ainda estamos disputando três competições. Pode acontecer alguma venda periférica, mas não conto com a saída de peças-chave. Agora, se alguém pagar a cláusula de rescisão, não há como impedir. Faço minhas as palavras da presidente Leila Pereira.