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Santo Dérbi: Marcos como protagonista na Libertadores e carro novo na garagem

Capítulo 5: Camisa 12 ajuda levar Palmeiras ao título inédito e faz história na competição continental

Marcos - 1999
Marcos conduziu o Palmeiras ao título da Libertadores de 1999 (Foto: Robson Fernandes/Estadão Conteúdo)

Depois de ajudar o Palmeiras a eliminar o Corinthians nas quartas de final da Copa Libertadores de 1999, Marcos ainda fez mais milagres até a decisão. Na semifinal, diante do River Plate, o camisa 12 foi o melhor do Verdão na derrota por 1 a 0, em Buenos Aires. Graças a ele, o Alviverde voltou com uma desvantagem mínima, goleou por 3 a 0 na volta e avançou à final.

Decisão inédita

Titular do Palmeiras há três meses, Marcos disputou a primeira decisão dele pelo clube contra o Deportivo Cáli, da Colômbia. Após o revés por 1 a 0, fora de casa, a finalíssima aconteceu no dia 16 de junho de 1999, no Palestra Italia. O Verdão venceu por 2 a 1 no tempo normal, gols de Evair e Oséas, e sagrou-se campeão nos pênaltis por 4 a 3. Na ocasião, uma bola bateu na trave e a penalidade decisiva de Zapata foi para fora.

– Rapaz, foi muito importante, o jogo lá (na Colômbia) foi difícil, mas mais uma vez o Marcão mostrou sua qualidade, né? Perdemos o jogo, mas a gente tinha uma confiança tão grande que a gente entrou no vestiário e todo mundo estava motivado. Parece que a gente ia ganhar o jogo, cara, que a gente sabia que o jogo de volta, meu irmão, no Parque Antártica, aquela torcida do começo ao fim – relembra Oséas, ao NOSSO PALESTRA.

“Nós fomos premiados nas cobranças de pênalti. Eu não bati pênalti, mas, assim, a gente sabia da qualidade daqueles que bateram. Fomos premiados e ficamos na história”

Oséas, sobre a conquista da Libertadores de 1999

Protagonismo e carro novo

A jornada de Marcos na caminhada do título da Libertadores rendeu a ele o prêmio de melhor jogador do torneio. Na ocasião, o escolhido recebia um carro zero da Toyota, montadora japonesa que patrocinava a Libertadores.

– O Marcos foi o primeiro goleiro na história da Libertadores a receber o prêmio como o melhor jogador, não como o melhor goleiro, como o melhor goleiro da competição. Porque naquela época, geralmente, o melhor jogador da competição era escolhido aquele que fizesse o gol, o atacante que desse o título. Nessa edição, o Marcos foi eleito como o melhor jogador da Libertadores – explica Carlos Pracidelli, ao NP. Ele lembra o que Marcos fez com o prêmio:

– A intenção dele era realmente dividir com o grupo de jogadores, mas os próprios jogadores falaram que ele foi merecedor desse prêmio. Assim como qualquer um de nós pudesse ter recebido esse prêmio.

‘Mito em vida’

- O Marcos é o maior goleiro da história do Palmeiras, porque o maior título da história do Palmeiras na geração dele é o título que o Palmeiras ganhou por causa dele - diz Paulo Vinícius Coelho, o PVC, ao NP.

Para ele, Marcos foi o responsável por sair do banco, ainda na fase de grupos, e conduzir o Palmeiras à conquista inédita e ainda se transformar em Santo ao longo do processo.

– O Marcos é um mito em vida – finaliza PVC.

Santo 6

  • 22/8 (sábado): O maior título de uma geração com o Santo como protagonista

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