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Santo Dérbi: Marcos se aposenta do Palmeiras e tem noite de canonização

Capítulo 12: Há exatos 15 anos, goleiro entrava em campo pela última vez para disputar um clássico; carreira chegou ao fim meses depois

Marcos durante despedida no estádio do Pacaembu (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
Marcos durante despedida no estádio do Pacaembu (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

A última vez de Marcos em um Dérbi aconteceu exatamente há 15 anos. O dia 28 de agosto de 2011 foi o último do goleiro no clássico que ajudou o marcar como um dos maiores da história do clube em 112 anos.

Poucos jogos depois

As dores no joelho impediram Marcos de ter uma sequência em 2011, no último ano como profissional. Após o Dérbi em Presidente Prudente, foram somente mais quatro partidas, a última delas em 18 de setembro, no empate diante do Avaí por 1 a 1, em Florianópolis.

– É difícil de falar para vocês, ele além de ser palmeirense, ele vibrava com tudo aquilo, queria o melhor, buscava sempre alguma coisa, não queria que o Palmeiras, se tivesse algum prejuízo com ele, podia ser técnico, podia não ser técnico, mas não queria nunca isso. Então, eu prefiro parar, eu prefiro ver o que vai ser a minha vida. É difícil parar ou dizer que não vai mais jogar por causa disso ou por causa daquilo, porque todo jogador sente um baque muito grande, mas o Marcos é essa pessoa diferente que não teve problema parar, não – diz Felipão, em conversa com o NOSSO PALESTRA para o especial Santo Dérbi.

‘Ele: ‘Me dói, vou parar, acabou’. Não procurou tirar proveito de qualquer coisa, ele procurou ser Palmeiras’

Felipão, sobre a decisão de Marcos encerrar a carreira

Dores desde 2009

Apesar de encerrar a carreira somente em 2011, o problema no joelho esquerdo começou anos antes. Nas oitavas de final da Libertadores, contra o Sport, Marcos já sofria com dores.

– Ele te um joelho mais arqueado, com um amortecedor que ele perdeu um pedaço, então, aí ele sofria muito e aí ele chegou uma hora que ele começou a ficar desconfortável, pesado, ainda assim, o jogo lá de em Recife, ele já brigava – comenta Rubens Sampaio.

Desfesa que ninguém passa’

Um ano após encerrar oficialmente a carreira, Marcos teve a despedida em partida no Pacaembu, na virada do dia 11 para 12 de dezembro de 2012. A noite da canonização foi o último encontro com o palmeirense dentro de campo.

– O Marcos representava a frase do refrão do hino, defesa que ninguém passa. Então o palmeirense sempre ia para o jogo com aquela certeza da segurança que o Marcos transmitia para o palmeirense dentro de campo e ele representava o palmeirense assim, na frase do hino, defesa que ninguém passa. Com o Marcos no gol, o Marcos representava o palmeirense – explica José Mariano Barrella, responsável por trabalhar como gandula de Marcos nos jogos do Palestra Italia nos anos 1990.

‘Para mim o Dérbi representa a certeza de que o Palmeiras é o pavor na vida do torcedor, do adversário. Desde o primeiro jogo, em 1917, no dia 6 de maio, a vitória por 3 a 0, acendeu essa rivalidade e justamente no ano que foi a formação desse time do Palestra Itália que tornou o futebol um esporte popular’

José Mariano Barrella, torcedor do Palmeiras

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