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Santo Dérbi: 'Não imaginava que seria o último Palmeiras e Corinthians do Marcos'

Capítulo 11: Clássico válido pelo Brasileirão é derradeiro do goleiro pelo clube, mas ninguém sabia que seria assim

Marcos e Kleber
Marcos e Kleber atuaram juntos pelo Palmeiras (Foto: montagem)

Depois do último título pelo Palmeiras, em 2008, Marcos chegou perto de conquistar o Campeonato Brasileiro do ano seguinte, porém a reta final foi frustrante. A partir de 2010, Felipão retorna e o Santo começa a conviver mais ainda com as dores e questões físicas.

Clássico em Prudente

A última vez de Marcos no Dérbi aconteceu dia 28 de agosto de 2011, na vitória por 2 a 1, em Presidente Prudente, no primeiro turno do Brasileirão. Depois de tantos clássicos marcantes, o goleiro disputou o último sem que ninguém imaginasse, nem mesmo os companheiros de time.

– Sempre tem uma coisa também (antes do Dérbi), atmosfera, sempre tem alguma coisa que é muito esperada. Só que já sabia que era difícil a questão física dele, mas não imaginava que ele ia ser o último Palmeiras e Corinthians dele – recorda Kleber Gladiador, ao NOSSO PALESTRA.

‘O Marcão é um cara muito grande. O nome do Marcão era importante para a gente ter o Marcão dentro de campo. Por mais que ele tinha ali as limitações e as dores dele, a gente tê-lo dentro do campo, junto com a gente, era importantíssimo’

Kleber, sobre a força do Marcos para o elenco do Palmeiras

Camisa 97

Marcos fez história e virou Santo com a camisa 12, em 1999, defendeu o pênalti de Marcelinho Carioca com a 1 às costas e quis o destino que a despedida do Dérbi fosse com a 97. Isso porque a partida no interior paulista aconteceu dois dias depois o aniversário do clube. A escolha foi uma homenagem do ídolo para o único time que ele defendeu em toda a carreira.

Gol antes da aposentadoria?

Dois meses antes do último Dérbi, mais precisamente em 19 de junho, Marcos teve a chance de marcar o único gol oficial pelo Palmeiras, mas o profissionalismo falou mais alto. Durante partida disputada no Canindé, em razão das obras na casa palmeirense, o time vencia o Avaí por 4 a 0 quando o Verdão teve um pênalti a favor.

O estádio começou a gritar o nome do goleiro e Kleber, capitão, chamou o camisa 1 para a cobrança, porém Marcos se recusou a cobrar. No banco de reservas, Felipão também impediu que o Santo batesse. O Gladiador marcou, fechou a goleada e relembra com o humor:

– Por incrível que pareça, eu fiquei esperando ele ir para a bola.

 ‘O Marcão foi uma das coisas mais legais que eu tive na minha carreira. Eu tive o privilégio de jogar com grandes goleiros e o Marcão, sem dúvida nenhuma, foi um desses grandes’

Kleber, sobre o período de convivência com o Santo

Santo 12

  • 28/8 (sexta): Corpo pede o fim; despedida em grande estilo

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